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Chefes de Estado da CEDEAO adiam a deslocação a Bissau

A visita a Bissau de seis Presidentes de países da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) não terá lugar “para já”, disse, hoje, à Lusa fonte do Governo guineense.

Fotografia: DR

Segundo a mesma fonte, os Presidentes da Costa de Marfim, Gâmbia, Ghana, Guiné-Conacri, Níger e Nigéria, que deveriam estar ontem em Bissau, apenas deverão chegar ao país “numa nova data”.

A fonte adiantou, contudo, que os Chefes de seis Estados da CEDEAO aguardam pelo relatório da missão dos líderes militares de quatro países da organização (Senegal, Níger, Nigéria e Togo) que se encontram desde quarta-feira, em Bissau.
Os chefes das Forças Armadas dos quatro países desdobram-se em contactos com as autoridades militares e governamentais guineenses, numa altura em que está em cima da mesa a possibilidade de reforço do contingente de soldados da CEDEAO na Guiné-Bissau, força de interposição, denominada Ecomib.Vários dirigentes políticos e candidatos à presidência da Guiné-Bissau já se manifestaram contrários ao reforço da força da Ecomib, defendendo ser uma invasão pela tropa estrangeira.
O dirigente do Partido da Renovação Social (PRS), Sola Nquilin, avisou que qualquer entrada de um novo contingente da Ecomib no território guineense, será vista como declaração de guerra e que terá uma resposta por parte de militares do país.
À luz do relatório dos responsáveis militares, os Presidentes irão fixar a data da sua deslocação a Bissau, o que poderá acontecer antes das eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 24, precisou ainda a mesma fonte do Governo guineense.
A cimeira de Chefes de Estado e de Governos da CEDEAO, realizada no passado dia 8, no Níger, para analisar exclusivamente o agudizar da crise política na Guiné-Bissau, mandatou os seis Presidentes para realizarem uma visita a Bissau com o objectivo de informarem o homólogo guineense, José Mário Vaz, das decisões do encontro.
O Presidente José Mário Vaz não esteve presente na cimeira de Níger, por se encontrar em campanha eleitoral, visando a reeleição.
A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de Novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de Dezembro.
A CEDEAO reuniu-se extraordinariamente para discutir a situação política em Bissau, depois de José Mário Vaz ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes e nomeado um outro liderado por Faustino Imbali, que se demitiu alguns dias depois.

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