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China acusa EUA de “terrorismo”

A China declarou ontem que a guerra comercial bilateral iniciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com taxas alfandegárias punitivas e sanções a empresas chinesas, é “terrorismo económico”.

Fotografia: DR

“Somos contra a guerra comercial, mas não temos medo dela”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhang Hanhui, em conferência.
“Opomo-nos firmemente a este recurso sistemático às sanções comerciais, taxas alfandegárias e ao proteccionismo. Esta instigação premeditada de um conflito comercial é terrorismo económico, chauvinismo económico e assédio económico em estado puro”, advertiu.
A declaração do responsável chinês surgiu no momento em que Pequim se mostra progressivamente mais ofensivo perante aquilo que considerou serem “pressões intoleráveis de Washington”.
A guerra comercial entre as duas potências intensificou-se desde que Washington aumentou, no início deste mês, as taxas alfandegárias punitivas a produtos chineses.
Donald Trump reforçou a pressão sobre o gigante das telecomunicações chinês Huawei, "número dois” mundial de 'smartphones' e líder planetário das redes móveis de quinta geração (5G)..
Em nome da segurança dos EUA, uma lei proíbe, desde o ano passado, as administrações federais de comprarem equipamentos e serviços do grupo, ou de trabalharem com empresas que sejam clientes da Huawei. A Administração de Trump proibiu também as empresas norte-americanas de venderem tecnologia à Huawei, colocando em risco o aprovisionamento crucial para o gigante chinês de componentes electrónicos produzidos nos Estados Unidos.
“O unilateralismo e o assédio crescem e afectam gravemente as relações internacionais e os princípios fundamentais”, sublinhou Zhang Hanhui.
“Este confilto comercial terá igualmente um impacto negativo importante sobre o desenvolvimento e o relançamento da economia mundial”, advertiu o responsável chinês.
Perante o ataque de Trump, os meios de comunicação social e responsáveis políticos chineses lançaram a ameaça de reduções nas exportações de “terras raras” para os Estados Unidos, o que poderá vir a privar as empresas norte-americanas de um recurso essencial para as tecnologias de ponta.
A China assegura mais de 90 por cento da produção mundial deste conjunto de 17 metais, indispensáveis no fabrico de 'smartphones', ecrãs plasma, veículos eléctricos,mas também de armamento sofisticado.

 

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