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CNE apenas aguarda resposta da CEDEAO

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau aguarda resposta da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para “saber que passos deve dar” em relação ao impasse eleitoral, disse, ontem, à Lusa fonte da CNE.


A fonte confirmou que a CNE “troca regulamente correspondência” com a representação da CEDEAO em Bissau e que, na segunda-feira, dia 17, endereçou uma carta em que dava conhecimento àquela instância “da sua estranheza” em relação ao último acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Para a CNE, “contra todas as expectativas” o Supremo voltou a ordenar que seja feito o apuramento nacional dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais, procedimento que diz já ter sido feito, no dia 4, “na presença de entidades insuspeitas indicadas também pela CEDEAO”.
A fonte da CNE precisou à Lusa que a nota “pretendeu apenas informar a CEDEAO, enquanto mediadora do impasse” sobre a exigência do Supremo Tribunal, lembrando que a última cimeira de Chefes de Estado da organização saudou o papel da entidade eleitoral guineense.
“Agora aguardamos pela CEDEAO para saber que passos devemos dar daqui para a frente”, afirmou a fonte da CNE, escusando-se a indicar que procedimento será tomado em relação à exigência do Supremo Tribunal, que vinca a necessidade de o apuramento nacional ser feito, conforme a lei eleitoral guineense.
Na nota enviada pelo presidente da CNE, José Pedro Sambu, ao representante da CEDEAO em Bissau, Blaise Diplo, a que a Lusa teve acesso, a instância eleitoral “reitera, de novo, que já esgotou as suas competências no que tange à questão do processo eleitoral, não podendo fazer mais nada”.

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