Mundo

“Cocktail bebível” pode vir a ser a primeira cura para o Alzheimer

Além de reparar ligações nervosas vitais, cientistas da Universidade de Yale dizem que a mistura de drogas também reverte a perda de memória típica da doença de Alzheimer.

Tratamento de Alzheimer com novas terapias
Fotografia: DR

A descoberta de uma equipa de investigadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos da América (EUA), caiu como uma pedrada no charco - mas das boas - junto de todos quantos lidam de perto com a doença de Alzheimer. Eles concluíram que um “cocktail” de medicamentos bebível, inédito, que actua ao nível da reversão da perda de memória, pode muito bem vir a ser a primeira cura para aquela que é a forma mais comum de demência.
No actual estado de coisas, a ciência consegue diagnosticar a doença de Alzheimer mas ainda não perceber o motivo por que algumas pessoas a desenvolvem e outras não. Muito menos curá-la, o que faz com que a atenção do Mundo se volte agora para aquele que é já considerado um avanço “revolucionário e arrebatador” aos olhos de inúmeras entidades internacionais ligadas à demência.
A aglutinação entre peptídeos beta-amiloide, observadas no cérebro de pessoas com Alzheimer, da proteína priónica, que invade o sistema nervoso  central do hospedeiro, destruindo-o progressivamente, desencadeia uma sucessão de eventos devastadores como a acumulação de placas, resposta destrutiva do sistema imunitário e lesão das sinapses.
Em apenas um mês,o “cocktail” de medicamentos operou uma transformação significativa no cérebro dos ratos que o beberam. Não só permitiu-lhes recuperarem a memória perdida, como reparou conexões celulares nervosas primordiais que ninguém pensava poderem ser restauradas.
É uma esperança  no combate ao mal de Alzheimer, que continua a desenrolar-se em crescendo, irreversível da primeira à última etapa da doença, até a equipa de Yale deslindar a forma mais segura de a bebida ser viável também para os humanos.


Tempo

Multimédia