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“Coletes Amarelos”contra adiamento de reformas

Milhares de “Coletes Amarelos”, que voltaram sábado às principais artérias de Paris com mais tumultos, contestaram a decisão do Governo de adiar o anúncio de reformas previsto para hoje, devido ao incêndio que destruiu parcialmente Notre-Dame.

Manifestantes dos “Coletes Amarelos” em Paris
Fotografia: DR

Os 6.700 manifestantes instaram o Presidente francês a revelar as reformas e insurgiram-se a que promessas de centenas de milhões de euros das maiores fortunas francesas tivessem sido anunciados para ajudar a reconstruir a catedral.
“É uma coisa boa este dinheiro para Notre-Dame, mas a resposta aos pedidos dos “Coletes Amarelos”deveria ser também rápida, resumiu Jean François Mougey, reformado da operadora ferroviária francesa SNCF.
As autoridades confirmaram que quase 200 pessoas foram detidas para interrogatórios até às 17h45 de sábado.
Em vários locais, os “Coletes Amarelos”, incluindo muitos jovens vestidos de preto e cara tapada, criaram caos nas cidades.
A agência France Press noticiou que alguns gritaram repetidamente “Suicidem-se” em direcção aos polícias, em alusão ao facto de a corporação estar a registar uma vaga de suicídios sem precedentes desde o início do ano. A Polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.
Os protestos estenderam-se a outras zonas de França e mais de 60 mil elementos das forças de segurança foram destacados.
Na capital francesa, os polícias impediram preventivamente o acesso de manifestantes a lugares simbólicos, entre os quais os Campos Elísios e as imediações de Notre Dame.
As autoridades temem que grupos violentos se misturem com os “Coletes Amarelos” nesse tipo de manifestações, apelando a que “se dissociem desses elementos”.
Até ao meio-dia, a Polícia realizou mais de 11 mil controlos preventivos em Paris.

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