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“Coletes negros” protestam em Paris

Mais de 700 migrantes ilegais (também conhecidos como “Coletes Negros), inspirados no movimento dos “Coletes Amarelos” e apoiantes franceses, manifestaram-se sexta-feira no exterior e interior do Panteão de Paris (espaço onde estão sepultados alguns dos intelectuais maiores da história da França, de Voltaire a Emile Zola, passando por Victor Hugo), apelando ao direito de viver e trabalhar no país com a devida documentação.

Os imigrantes ilegais querem trabalho e documentação
Fotografia: DR

Entre as exigências destes migrantes ilegais estava também a possibilidade de um encontro com Édouard Philippe, Primeiro-Ministro francês. No Twitter, foi destacado o local onde precisamente uma estátua que representa França e onde se pode ler: “viver livre ou morrer”.
A crise das migrações continua a fazer-se sentir. A retórica anti-imigração na Europa faz-se ouvir ao mesmo tempo que milhares de pessoas perderam a vida nos últimos anos, na perigosa travessia do Mediterrâneo.
Para muitos migrantes e refugiados, há uma miséria que se deixa para trás mas um mundo de incógnita à espera no Velho Continente.
Em França, o protesto de migrantes ilegais revela também a situação de quem, já na Europa, se depara com outro problema: o da documentação.
Conta a France 24 que foram mais de 700 os migrantes ilegais, a que se juntaram ainda apoiantes franceses, que levaram a cabo um protesto que só terminou já no interior do Panteão de Paris.
A presença policial no local era forte e houve mesmo alguns momentos de intervenção, em concreto quando imigrantes decidiram prosseguir o protesto não apenas no exterior do Panteão mas também no interior do monumento.
A Polícia francesa chegou a fazer 37 detenções. Após algumas horas de permanência dos manifestantes, as autoridades foram esvaziando o espaço.

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