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Combates em Tripoli causam várias baixas

Pelo menos, 17 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas em combates nos subúrbios do sul de Tripoli, na Líbia, liderados pelas tropas do marechal Khalifa Haftar, noticiou ontem a agência Efe.

Fotografia: DR

Fontes militares próximas do Governo, apoiado pela ONU, explicaram à agência espanhola que 14 pessoas sofreram ferimentos graves e entre os mortos estão quatro elementos do Exército Nacional da Líbia (LNA), a plataforma de milícias liderada pelo marechal Khalifa Haftar.
Os combates ocorreram na cidade de Tarhouna, um enclave rural estratégico, localizado a cerca de 50 quilómetros a sul da capital, no centro de um dos três eixos principais que permitem o acesso a Tripoli.
“As tropas de Haftar lançaram um ataque aéreo em Bagtha, que repelimos. Eles estão a enviar reforços da região de Jufrah”, no deserto central, alertou a fonte, ligada à operação “Wrath Volcano” coordenada pelo Governo.
Os combates intensificaram-se em toda a frente sul de Tripoli desde há dois dias e o LNA anunciou que havia conseguido entrar e instalar-se no bairro periférico de Ghout al Reeh, um dos que abriram a porta ao controlo da cidade de Gharyan, essencial para a queda da capital.
Haftar empreendeu uma operação, coincidindo com a visita oficial à capital líbia do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, numa mensagem clara à comunidade internacional.
Desde então, o conflito custou a vida a mais de meio milhão de pessoas, feriu mais de cinco mil e forçou mais de 20 mil famílias a deixarem casas e a serem deslocadas internamente.
A Líbia é um Estado falido, vítima do caos e da guerra civil, pois em 2011 a OTAN contribuiu militarmente para a vitória dos diferentes grupos rebeldes sobre o Governo de Muammar Kadhafi.
Dezenas de senhores da guerra e milícias de tendências islâmicas radicais dedicadas ao contrabando de pessoas, armas e combustível beneficiam da situação actual.

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