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Comissão que investiga Zuma já gastou 7 milhões de dólares

O chefe da comissão que investiga os supostos casos de corrupção na África do Sul, entre os quais o do ex-Presidente Jacob Zuma, o juiz Raymond Zondo, informou que as operações da agência desde a sua criação, no ano passado, ultrapassam os sete milhões de dólares, noticiou ontem a imprensa local.

Ex-Presidente sul-africano, Jacob Zuma
Fotografia: DR

Falando ao noticiário matutino da South African Broadcasting Corporation (SABC), o vice-presidente do Tribunal Supremo também anunciou que a comissão solicitará uma prorrogação do mandato ao Supremo Tribunal de Justiça, que termina em Março do próximo ano.

 

Desde a sua criação, pelo Presidente Cyril Ramaphosa, no início de 2018, a chamada Comissão Zondo convocou várias figuras do Governo e do sector privado ligadas a alegados actos de corrupção. As conclusões foram transferidas para o Ministério Público para continuar as investigações e decidir se levariam esses casos a tribunal.

 


Novo modelo de desenvolvimento

 

O Governo da África do Sul aprovou hoje a adopção de um novo modelo de desenvolvimento económico, que terá o foco no crescimento dos 44 municípios e dos oito distritos urbanos do país. Segundo um comunicado oficial, a que a Prensa Latina teve acesso, o novo programa defende a coerência e integração no planeamento, orçamento e implementação de projectos que beneficiem a população, tanto a nível de Governo nacional como provincial e local.


A iniciativa é apoiada pela Lei de Relações Inter-governamentais, adoptada em 2005, que permite a criação de uma estrutura de prioridades para o alinhamento de desenvolvimento coordenado e integrado com os objectivos do Governo em todos os três níveis. Na sessão de hoje o Governo sul-africano analisou a lei sobre o seguro nacional que oferece acesso universal à assistência médica para todos os cidadãos - actualmente analisada pelo Parlamento para aprovação - e expressou confiança na sua implementação de maneira responsável.


O comunicado oficial também se refere à entrega ao Parlamento, para ratificação, de uma lei sobre o Fundo de Ajuda contra a Pobreza e a Fome, uma agência criada em 2004 pela Índia, Brasil e África do Sul para influenciar as populações dessas nações como parte do programa da Cooperação Sul-Sul.

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