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Conflitos inter-étnicos afugentam congoleses

Mais de 57 mil congoleses fugiram para o Uganda por causa dos conflitos intercomunitários, das violências inter-étnicas e dos abusos sexuais, revelou na sexta-feira, em Kinshasa, um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (HCR), Babar Baloch.

Uganda acolhe milhares de refugiados que fogem da RDC
Fotografia: DR

“Desde o início de 2018, contámos, em média, mil pessoas por dia, que fogem da província congolesa do Ituri e do Kivu-Norte para o Uganda”, esclareceu o funcionário do HCR.
“Mais de 57 mil refugiados” chegaram ao Uganda, desde Janeiro último , quando, até agora, a ONU falava de 60 mil pessoas para todo o ano, contra os 44 mil refugiados em 2017, na sua maioria mulheres e crianças, indicou. Babar Baloch disse que “o HCR teme que milhares de outros refugiados fujam para o Uganda, caso não haja melhoria imediata da situação na República Democrática do Congo”. Os novos refugiados que chegam estão profundamente traumatizados pela violência étnica, muito esfomeados, seden-tos, doentes e fugiram sem os seus bens pessoais, lamentou o dirigente.
A maioria dos refugiados chega depois de atravessar o lago Alberto.
Desde Dezembro último, mês do reinício da violência, que tais pessoas fogem dos confrontos inter-comunitários e entre grupos armados e as Forças Armadas na província do Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo. Tais actos de violência “devem-se à deterioração da situação de segurança, aos conflitos internos e às tensões inter-comunitárias, sublinhou Babar Baloch, referindo-se aos assassinatos, a aldeias queimadas, raptos de jovens e de adolescentes.

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