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Confrontos étnicos geram emergência

O Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, decretou ontem o estado de emergência em três regiões do centro do país devido à escalada de confrontos inter-étnicos provocados pelo roubo de gado.

O decreto presidencial, divulgado pela emissora de televisão estatal, estipula o estado de emergência nos estados de Gok, Lagos do Leste e Lagos do Oeste, além de ordenar que o exército seja o encarregado de desarmar os grupos beligerantes.
Este anúncio acontece após o reatamento de confrontos étnicos armados entre as comunidades locais na província de Malek (Lagos do Oeste) pelo roubo de vacas, o que causou a morte de 173 pessoas nos últimos dias.
No passado dia 8 de Dezembro, pelo menos 70 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas em choques armados pela posse de propriedade de terras limítrofes entre dois clãs, que disputam pastos e terras de cultivo. A guerra no Sudão do Sul eclodiu em Dezembro de 2013 entre as forças leais a Kiir, de etnia dinka, e seu ex-vice-presidente e líder da oposição Riek Machar, da tribo nuer, e acabou por se transformar num conflito de cariz étnico.
Apesar de ambas as partes terem assinado um acordo de paz em Agosto de 2015, o conflito foi retomado em Julho de 2016, provocando milhares de mortos e milhões de deslocados.

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