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Coreias abrem fronteiras para encontro de famílias

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul vão permitir que as famílias divididas pela guerra de 1950-1953 se reencontrem, confirmou ontem ao The Independent, o ministro da Unificação da Coreia do Sul.

Coreias abrem fronteiras para encontro de famílias
Fotografia: DR

As reuniões temporárias vão decorrer no resort Diamond Mountain, entre os dias 20 e 26 de Agosto, acrescentou o ministro.
A notícia refere que cada uma das Coreias vai enviar 100 participantes para os encontros. O último encontro semelhante realizou-se em 2015.
Com o fim da Guerra da Coreia, que terminou com um armistício em vez de um tratado de paz, as duas Coreias deixaram milhões de pessoas, impossibilitadas de visitarem os familiares que vivem do outro lado da fronteira.
Muitas destas famílias ficaram décadas sem saber sobre os familiares, porque os governos proibiram também a troca de correspondência, telefonemas ou correios electrónicos.
Os encontros marcados para Agosto surgem numa altura em que Norte e Sul têm melhorado substancialmente as relações, principalmente depois da cimeira de Singapura, que terminou com um acordo entre o Presidente norte-americano Donald Trump e líder da Coreia do Norte Kim Jong-un, descrito como “histórico” e “abrangente.”
O ministro da Unificação da Coreia do Sul disse que o encontro vai discutir formas de materializar compromissos que resultaram da cimeira entre o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e Kim Jong-un.
As duas cimeiras entre os dois líderes abriram vários canais de comunicação com vista à paz entre as duas Coreias, incluindo conversações militares para reduzir a tensão na fronteira e reuniões para criar uma participação desportiva conjunta nos próximos Jogos Asiáticos agendados para a Indonésia.

Cooperação com Rússia

O Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, afirmou ontem que é necessária uma “estreita cooperação” com a Rússia para a realização de todos os acordos alcançados na histórica cimeira entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.
“Continuaremos a cooperar estreitamente com o Governo russo para o cumprimento de todos os acordos da cimeira entre o Norte e os EUA”, disse Moon em entrevista antes do encontro com o líder russo.O Chefe de Estado sul-coreano frisou que compartilha com Putin “objectivos comuns”, em alusão à desnuclearização da Península Coreana.
Moon, que pela primeira vez realiza a sua primeira visita à Rússia, agradeceu também às autoridades do país pelo apoio à política sul-coreana no processo de solução do conflito na região e das últimas cimeiras de alto nível.
Putin, por sua vez, manifestou disposição de analisar com o seu homólogo sul-coreano a normalização da situação na Península Coreana e continuar a trabalhar nesta direcção.
“A Rússia sempre se posicionou pela melhoria da situação na Península da Coreia e mantém disponibilidade para cooperar na medida das suas possibilidades para a solução de todas as questões conflituosas”, disse o líder russo. O chefe do Kremlin destacou que a Coreia do Sul é um dos “parceiros mais prioritários” da Rússia na região da Ásia.
Durante a visita de três dias à Rússia, a primeira de um Presidente sul-coreano ao país em 19 anos, Moon assiste hoje ao jogo do Mundial de Futebol entre as selecções da Coreia do Sul e do México.
O líder sul-coreano disse em outras ocasiões que quer impulsionar uma cooperação económica trilateral entre as duas Coreias e a Rússia, um dos principais parceiros comerciais de Pyongyang e actor de peso em negociações anteriores para a desnuclearização da Coreia do Norte.
De acordo com as autoridades de Seul, a cooperação trilateral pode estar baseda em sectores como transporte ferroviário e fornecimento de electricidade e gás.

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