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Coreias preparam cimeira entre Kim Jong-un e Moon

Governantes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul vão manter conversações ao mais alto nível na segunda-feira, com o objectivo de prepararem uma cimeira entre os líderes dos dois países.

Os dois dirigentes pretendem trabalhar em conjunto para restabelecer a confiança
Fotografia: DR

O anúncio foi feito ontem por uma fonte sul-coreana do Ministério da Unificação do Sul, citado pela agência de notícias France Press, num momento em que se discute o desarmamento nuclear da Coreia do Norte, na sequência da cimeira entre o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, realizada em Junho, em Singapura.
O funcionário, que falou sob a condição de não ser identificado, afirmou que as duas Coreias também discutirão formas de avançar com os acordos para reduzir a tensão militar e política assinados durante a anterior cimeira entre Kim Jong-un e o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou, em Nagasaki, que os “temores de uma guerra nuclear” continuam presentes, 73 anos depois da segunda bomba atómica mundial ter atingido o Japão.
“Os esforços para o desarmamento diminuíram e, em alguns casos, pararam mesmo”, disse António Guterres, numa intervenção no Parque da Paz. “Aqui, em Nagasaki, peço a todos os países que se comprometam com o desarmamento nuclear e que comecem a fazer progressos visíveis, com a máxima urgência”, sublinhou.
O primeiro Secretário-Geral  da ONU a visitar Nagasaki voltou a mostrar-se preocupado com os esforços para a desnuclearização, uma vez que os “países com armas nucleares têm modernizado os arsenais”.
“Vamos comprometer-nos a fazer de Nagasaki o último lugar na Terra a sofrer este tipo de devastação”, acrescentou, dois dias depois do primeiro aniversário da adopção do Tratado de Proibição de Armas Nucleares. Apesar de ser a única vítima de ataques nucleares, o Japão não assinou o tratado. O presidente da Câmara de Nagasaki, Tomihisa Taue, pediu ao Governo do Japão que faça mais para liderar o desarmamento nuclear, especialmente na região, para “ajudar a promover os esforços para se alcançar uma península coreana livre de armas nucleares”.
Por fim, Tomihisa Taue pediu a Tóquio que assine o tratado e “cumpra a obrigação moral de liderar o Mundo em direcção à desnuclearização”.
O Japão procura mediar o diálogo “entre os países nucleares e não-nucleares” para alcançar um mundo livre de armas nucleares, disse, por sua vez, o primeiro-ministro Shinzo Abe, num discurso semelhante ao proferido há três dias, em Hiroshima.
Três dias depois da primeira bomba nuclear atingir Hiroshima, causando 140 mil mortos, os EUA lançaram, a 9 de Agosto de 1945, uma segunda bomba atómica sobre Nagasaki, levando à capitulação do Japão e ao fim da Segunda Guerra Mundial.

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