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Costa promete assegurar “tudo o que seja necessário”

Sem combustível nas bombas, a crise provocada pela greve dos motoristas do sector foi o mote para o debate quinzenal, ontem, no Parlamento português, apesar de o Primeiro-Ministro ter centrado a sua intervenção inicial na sustentabilidade da segurança social.

Fotografia: DR

Segundo o Diário de Notícias, António Costa rejeitou a dramatização na gestão da crise energética, que, como disse, a direita está a fazer. Às perguntas do PSD, com o líder parlamentar, Fernando Negrão, a retratar um “país em sobressalto” e a questionar como actuou preventivamente o Governo e por que é que os serviços mínimos tinham sido definidos só para as regiões de Lisboa e Porto, António Costa procurou logo retirar pressão ao executivo socialista.
Recordou que este é um conflito de empresas privadas com os seus trabalhadores e que o Governo tinha actuado naquilo que a lei prevê: fixou serviços mínimos e, no desrespeito por estes serviços, estabeleceu a requisição civil. Costa admitiu ainda que pode avaliar a extensão a outras regiões se se verificar a falta de combustível nessas regiões, para além de garantir o abastecimento dos aeroportos, das forças de segurança e de emergência e de 40% de todos os postos na Grande Lisboa e Grande Porto.
As respostas não satisfizeram a presidente do CDS, Assunção Cristas, que pediu respostas concretas do Primeiro-Ministro. Costa repetiu-se e foi sendo cada vez mais sintético. “Foram decretados os serviços mínimos nas áreas onde foram requisitados, mas serão alargados se for necessário”, voltou a afirmar o Primeiro-Ministro.
À pergunta sobre se “a distribuição alimentar está assegurada”, António Costa garantiu que “o Governo tudo fará para que este conflito seja ultrapassado”, “enquanto decorra no estrito cumprimento da legalidade”. “Asseguraremos tudo o que seja necessário assegurar”, repetiu-se o Primeiro-Ministro. Ontem à tarde, estava prevista uma reunião para analisar a crise.

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