Mundo

Covid-19: EUA com 9 desempregados a cada segundo

Os Estados Unidos da América (EUA) regista, a cada nove segundos, nove desempregados, uma realidade provocada pelo novo coronavírus, que está a deixar milhões de pessoas no desemprego naquele país.

Em apenas três semanas, a pandemia já deixou desempregados no país 16,6 milhões de americanos que meterem os papéis para ter o respetivo subsídio.
Fotografia: DR

Pela segunda semana consecutiva, avança o New York Times, 6,6 milhões de pessoas declararam que ficaram sem emprego para receber apoios. Em três semanas já são mais de 16 milhões, o que vai obrigar o país injectar, via Reserva Federal, 2,3 biliões de dólares.

Ao todo, em apenas três semanas, a pandemia já deixou desempregados no país 16,6 milhões de americanos que meterem os papéis para ter o respetivo subsídio. De acordo com especialistas económicos citados pelo New York Times, qualquer análise sobre o que vai acontecer ao mercado é “uma adivinha”, porque nunca se viu nada igual. Há analistas que afirmam que, até ao final deste mês, o número de desempregados vai continuar a subir e chegar a 20 milhões.

Para colmatar este efeitos a Reserva Federal já avança que pode comprar títulos de dívida estatais e de empresas para evitar que a economia afunde. Além disso, vai ser aberto um programa de crédito para médias empresas que não puderam candidatar-se aos primeiros apoios direccionados para pequenos negócios.

“O papel do Fed (Reserva Federal) é proporcionar o máximo de alívio e estabilidade possível durante este período de actividade económica restrita”, assumiu Jerome H. Powell, responsável por esta entidade. Este banco central vai comprar empréstimos até 600 mil milhões de dólares através do Programa de Empréstimos Main Street, com o departamento do Tesouro a entrar com 75 mil milhões de reserva. Este esforço, escreve o mesmo jornal, vai permitir conceder empréstimos de quatro anos para empresas que empregam até 10 mil trabalhadores ou que tenham menos de 2,5 mil milhões de dólares de receitas.

Os bancos serão os responsáveis por conceder os empréstimos e vão reter uma participação de cinco por cento. Contudo, o restante será vendido à Reserva Federal. Como conta o Financial Times, além destes novos mecanismos de empréstimos, o Fed já confirmou que vai também facilitar e aumentar os mercados de crédito, esta é uma medida que é feita desde a crise de 2008.

Tempo

Multimédia