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Covid-19: Moçambique prevê 20 milhões de infecções no “pior cenário”

O Governo moçambicano prevê que, no pior cenário, cerca de 20 milhões de pessoas possam ser infectadas pelo novo coronavírus nos próximos seis meses.

Fotografia: DR

"Este seria o nosso pior cenário", declarou Eduardo Samo Gudo, diretor-geral Adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS), falando em conferência de imprensa de actualização dos dados sobre a Covid-19 em Moçambique.

O número foi avançado hoje pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que reuniu o seu conselho coordenador em Maputo para analisar a situação de emergência que o país atravessa.

O director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde frisou que as autoridades "tudo estão" a fazer para evitar que o país chegue a este nível, mas a planificação deve ser feita tendo em conta dados do "pior cenário".

"O sistema de saúde tem de estar preparado para o pior cenário. No entanto, medidas estão em curso para evitar este cenário e Moçambique é um exemplo em termos de antecipação das medidas de prevenção", declarou.

O relatório do INGC, a ser apresentado ainda ao Conselho de Ministros, indica que, para o pior cenário, há necessidade de um valor total de 34 mil milhões de meticais (464 milhões de euros).

"Este orçamento será revisto logo após a orçamentação das actividades dos sectores do género, abastecimento de águas e indústria e comércio", lê-se no documento.

O INGC recomenda a mobilização de recursos adicionais para conter o alastramento da pandemia, além da criação de hospitais de campanha nas periferias dos principais centros urbanos.

Com um total de 39 casos oficiais, Moçambique vive em estado de emergência durante todo o mês de Abril, com escolas, espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, além da suspensão da emissão de vistos.

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