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Covid-19: Parlamento britânico encerra hoje até 21 de abril

O parlamento britânico vai encerrar durante quase um mês, a partir de hoje à noite, e os deputados serão enviados para casa uma semana antes do período habitual de férias da Páscoa devido à pandemia da covid-19.

Legenda: Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
Fotografia: DR

O Governo, que detém a grande maioria no parlamento, apresentou uma moção na câmara baixa para encerrar a instituição até 21 de Abril. Segundo afirmou o ministro da Habitação, Robert Jenrick, à BBC, esta é uma decisão “razoável” que segue as medidas já tomadas pelo Governo para conter a propagação da pandemia.
O primeiro-ministro, Boris Johnson, ordenou na segunda-feira que a população do Reino Unido fique confinada por pelo menos três semanas, ordenando também o encerramento de todas as lojas e serviços não essenciais. “O parlamento deve, obviamente, dar o exemplo”, disse Jenrick, acrescentando que proteger a equipa é importante. O ministro garantiu, no entanto, que “o parlamento retomará as sessões após as férias da Páscoa”, enfatizando a importância de os deputados desempenharem o seu papel.
A legislação sobre o estado de emergência, que dá ao Governo o poder de forçar os cidadãos a ficarem confinados, foi debatida no parlamento nesta semana e deverá ser adoptada hoje. Esta última sessão constitui uma última oportunidade para o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, de debate com Boris Johnson no período de perguntas semanais ao primeiro-ministro. O novo líder trabalhista, que sofreu uma derrota histórica nas eleições legislativas de Dezembro, será anunciado em 4 de Abril.
Considerado mais centrista do que o actual líder, Keir Starmer, 57 anos, foi responsável, durante três anos, pelo dossier ‘Brexit’ na oposição, sendo o favorito ao cargo. O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000. Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.820 mortos em 69.176 casos.
A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de Dezembro, conta com mais de 81.200 casos, tendo sido registados 3.281 mortes. Os países mais afectados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infecções, o Irão, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 1.100 mortes (22.300 casos), e os Estados Unidos, com cerca de 600 mortes (mais de 50.000 casos).

 

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