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Crimes contra grupo rohingya ferem valores humanos

Os abusos protagonizados  pelas Forças Armadas e caucionados pelo Governo de Myanmar contra a minoria muçulmana rohingya podem constituir crimes contra a Humanidade, disse ontem o Comité das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher e o Comité sobre os Direitos da Criança.

Comité das Nações Unidas apura crimes em Mynmar
Fotografia: Fred Dufour | afp


“Estamos particularmente preocupados com o destino das mulheres e crianças rohingyas, que sofreram sérias violações dos direitos humanos, incluindo assassinatos, violação e deslocamento forçado”, afirmaram  os especialistas dos dois comités, em comunicado.
“Estas violações podem constituir crimes contra a Humanidade e estamos muito preocupados com a incapacidade do Estado de deter estas surpreendentes violações aos direitos humanos cometidas sob o comando do Exército e outras forças de segurança”, afirmam.
Os dois comités pediram às autoridades de Myanmar  para interromperem “imediatamente” a violência no estado de Rakhine, a rápida investigação e processar “energicamente” os responsáveis pelos casos de violência contra as mulheres e crianças.
Além disso, solicitaram ao governo de Myanmar que conceda acesso irrestrito e colaboração com a missão de investigação estabelecida pelo Conselho de Direitos Humanos. Os especialistas denunciaram a situação dos rohingyas - que não são reconhecidos como cidadãos por Myanmar - e o facto de que estejam submetidos a altos níveis de pobreza e desnutrição e seus direitos básicos à educação, emprego e saúde estejam muito limitados.
“Pedimos às autoridades de Myanmar que atendam as necessidades das mulheres e crianças deslocadas internamente, assim como aqueles que vivem como refugiados em países vizinhos.
Após o ressurgimento da violência no estado de Rakhine, no dia 25 de Agosto, mais de 500 mil rohingyas fugiram para o Bangladesh.

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