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Detidos por atentados ouvidos em tribunal

Os quatro suspeitos detidos por envolvimento nos atentados ocorridos na Catalunha na semana passada, que causaram 15 mortos e mais de 100 feridos, foram ouvidos ontem em Audiência Nacional da Espanha para prestar depoimento ao juiz, que decide se os mesmos vão permanecer em prisão provisória.

Muçulmanos condenam os ataques terroristas de Barcelona
Fotografia: Javier Soriano | AFP

Os supostos integrantes da célula terrorista prestaram depoimento ao juiz Fernando Andreu e à procuradora do caso, Ana Noé, em Madrid, na Audiência Nacional, o órgão responsável por julgar os casos de terrorismo na Espanha.
O primeiro dos detidos, capturado pouco depois do atentado de Barcelona de quinta-feira, foi Driss Oukabir, em cujo nome foi alugada a carrinha utilizada pelos terroristas.
À Polícia, este detido afirmou que o seu irmão Moussa, de 17 anos, tinha roubado a sua documentação. Na madrugada de sexta-feira, Moussa foi abatido junto com outros quatro terroristas pela polícia após realizar um atentado na localidade de Cambrils, em Tarragona.
O segundo detido, na noite da quinta-feira, foi Mohamed Houli Chemlal, de 21 anos e natural de Melilla, cidade espanhola. Mohamed Houli Chemlal ficou ferido gravemente após a explosão ocorrida no dia 16 numa residência em Alcanar, na província de Tarragona, onde a célula terrorista planeava os atentados há meses. Na sexta-feira outros dois foram detidos: Mohamed Aallaa, de 27 anos, preso em Ripoll e irmão de Sadi Aallaa, morto em Cambrils, e Salah El Karib, de 34 anos, que administra um estabelecimento de telefonia e Internet, semelhante a uma 'lan house', e que a polícia relaciona com Driss Oukabir.
Estas quatro pessoas são integrantes da célula que realizou os atentados, formada por pelo menos 12 terroristas, dos quais cinco foram abatidos em Cambrils, pelo menos dois morreram na explosão de quarta-feira em Alcanar.

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