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Duas candidatas da América Latina disputam posto na Assembleia-Geral

Duas mulheres latino-americanas vão disputar a presidência da Assembleia-Geral das Nações Unidas, um posto basicamente cerimonial, mas de grande prestígio pela sua visibilidade mundial.

Votação nas Nações Unidas acontece em Setembro
Fotografia: DR

Na disputa estão a embaixadora das Honduras na ONU, apoiada por países como Brasil, Colômbia e Peru, e a chefe da diplomacia do Equador, apoiada, entre outros, pela Venezuela.
Seguindo o princípio de rotatividade regional, a 73ª sessão da Assembleia-Geral, que começa em Setembro, é ocupada por um candidato do Grupo da América Latina e Caraíbas.
Desta vez, a região chega à eleição dividida e sem um candidato de consenso para a votação que acontece hoje, onde os países-membros devem escolher o substituto do eslovaco Miroslav Lajcak para um mandato de um ano.
Tanto a hondurenha Mary Elizabeth Flores Flake, de 44 anos, quanto a equatoriana María Fernanda Espinosa, de 53, estão muito confiantes, afirmou um diplomata latino-americano que pediu o anonimato.
O Equador, que a princípio havia apoiado as Honduras, resolveu disputar o cargo em Fevereiro e o Governo de Tegucigalpa expressou na ocasião o seu “mal-estar e surpresa”.
O conflito israelo-palestiniano deve  marcar a eleição, pois as Honduras é um dos poucos países da Organização das Nações Unidas que não reconhece a Palestina.
Também estreitou nos últimos meses relações com Israel, tendo anunciado a transferência da sua Embaixada para Jerusalém, como já fizeram os Estados Unidos, seguidos pela Guatemala e o Paraguai.
Esta decisão não vai atrair o apoio dos países árabes, recordou outro diplomata latino. “E os árabes têm grande influência sobre os países africanos”, acrescentou.
Mas as Honduras contam com o apoio dos Estados Unidos e de parte do Grupo de Lima, integrado por cerca de 15 países que criticam o Governo de Nicolás Maduro e pedem que a democracia seja restaurada na Venezuela.

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