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Eleições na Argélia estão adiadas sem data marcada

O Conselho Constitucional da Argélia anunciou domingo à noite que é impossível realizar as eleições presidenciais a 4 de Julho, data inicialmente prevista, por falta de candidaturas aprovadas, sem apontar uma nova data para o pleito, noticiou ontem a AFP.

Fotografia: DR

Segundo a agência, após a rejeição das duas únicas candidaturas apresentadas, o conselho informou que ca-be ao Chefe de Estado interino, Abdelkader Bensalah, “convocar de novo o eleitorado e concluir o processo até à eleição do Presidente da República.”
Desde 22 de Fevereiro, que os argelinos enchem as ruas todas as sextas-feiras, sobretudo na capital, Argel, onde a mobilização não esmoreceu, exigindo uma mudança no sistema político do país.
De acordo com os militares, as eleições são “a solução ideal” para o país sair da actual crise política. O escrutí-nio deverá permitir a eleição de um sucessor de Abdelaziz Bouteflika, que se demitiu a 2 de Abril, pressionado pelos manifestantes e pelo Exército, após duas décadas no poder.
As promessas de “eleições justas” não foram suficientes para os manifestantes que, dois meses depois da renúncia de Bouteflika, continuam a exigir a saída do triunvirato que designam por “3B”, numa referência à primeira letra dos respectivos apelidos: o Primeiro-Ministro, Noureddine Bedoui, o ministro do Interior, Tayeb Belaiz, e o Presidente interino, Abdelkader Bensalah, enquanto servidores leais ao Presidente demissionário.
Com 82 anos e uma saúde debilitada, Bouteflika fez saber, através de um comunicado que concorreria a um quinto mandato.

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