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Emmanuel Macron remodela Governo

A Presidência francesa anunciou ontem uma remodelação governamental, que vai abranger vários ministérios, depois de ter comunicado que ela só vai ser anunciada depois do regresso de Emmanuel Macron da visita à Arménia.

Fotografia: DR

"Haverá quem entre, quem saia e quem mude de funções dentro do Governo", com possíveis "mudanças de perímetro" e "redesenho de pastas", declarou uma fonte da Presidência à agência France Press, acrescentando que o anúncio só pode ser feito após o fim-de-semana.
A saída do ministro do Interior, Gérard Collomb, criou "uma oportunidade de redimensionar a equipa", disse. Questionada sobre o tempo que está a levar a re-modelação, a fonte disse que ela é necessária porque "o Governo tem de corresponder a equilíbrios entre perfil político (e) sociedade civil, entre sensibilidades da maioria" e pela "vontade de que seja uma equipa e de encontrar pessoas que trabalhem bem juntas".
A remodelação tornou-se necessária após a demissão de Gérard Collomb, a 3 deste  mês, mas o tempo que está a demorar é visto por analistas como ilustrador da dificuldade de Macron de governar sem o apoio de um partido antigo e bem implantado.
A República em Marcha, criada em 2016 por Macron, é caracterizada por especialistas como uma estrutura frágil, que agrega personalidades de perspectivas diferentes e que não estão unidas por um percurso comum.
O Presidente pediu então ao primeiro-ministro, Édouard Philippe, para assumir interinamente o Ministério do Interior, e o porta-voz do Governo, Benjamin Grivaux, afirmou, um dia depois da demissão, que um novo titular da pasta seria anunciado "em poucos dias".
Nos dias que se seguiram,  comentadores admitiram que Macron optasse por uma remodelação mais ampla.

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