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Encerradas mesquitas com ligações a ataques

As autoridades de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, ordenaram o encerramento de mesquitas da província que se supõe terem sido frequentadas por membros de um grupo armado que, há um mês, matou polícias e sitiou uma vila, informou a Angop que cita a agência Lusa.

Templos muçulmanos suspeitos de promover o radicalismo
Fotografia: AFP


Álvaro Gonçalves, director provincial de Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, citado ontem pelo jornal “Notícias” disse que foi uma medida tomada pelo Governo e que abrange apenas as mesquitas que tiveram algum contacto com o grupo de cidadãos envolvidos nos acontecimentos de Mocímboa da Praia.
Segundo aquele responsável, foi já ordenado o encerramento de três locais de culto em Pemba, capital provincial, e a medida vai abranger outros na mesma cidade, bem como nos distritos de Chiúre, Montepuez, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma e Nangade. A acção está a ser levada a cabo com o acompanhamento de duas das congregações muçulmanas de Moçambique, o Conselho Islâmico e o Congresso Islâmico.
Nassurulahe Dulá, líder do Congresso Islâmico em Pemba, disse que nos locais abrangidos era promovido o radicalismo islâmico.
Em entrevista à Lusa, em Outubro de 2017, por altura dos ataques, o dirigente religioso afirmou que há comunidades da província que estão a ser mobilizadas para se insurgirem contra as instituições do Estado e instituírem uma visão radical do Islão, que terá contribuído para as agressões.
Os ataques de dezenas de homens armados à Polícia em Mocímboa da Praia fizeram com que todos os serviços estivessem encerrados durante dois dias, 5 e 6 de Outubro, em que houve tiroteios esporádicos na vila entre o grupo e as autoridades. Uma semana depois, houve um novo confronto no mato, nos arredores de Mocímboa, em aldeias cuja população relata ter continuado a ouvir tiroteios.

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