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Erevan acusa Turquia de abater avião arménio

O Governo de Erevan acusou, hoje, a Turquia, aliada das forças azeris, de abater um avião militar arménio, provocando a morte do piloto, mas Ancara rejeitou imediatamente a acusação, noticiou a AFP.

Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, por sua vez refutou a afirmação do Governo arménio e disse que não há F16 da Força Aérea turca a participar em combates.
Fotografia: DR

O Primeiro-Ministro da Arménia, Nikol Pashinyan, disse ter informações sobre o envolvimento de instrutores militares e altas patentes da Turquia no conflito, a dirigir acções de combate em apoio ao Azerbaijão. O Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, por sua vez refutou a afirmação do Governo arménio e disse que não há F16 da Força Aérea turca a participar em combates.

“As novas tecnologias tornam difícil esconder algo, graças a meios de vigilância objectivos, como satélites. Por isso, é muito fácil deduzir que é apenas outra provocação." Os apelos para um cessar-fogo no enclave de Nagorno-Karabakh têm-se repetido um pouco pelo mundo inteiro, até porque se receia que tudo tenha como desfecho um conflito regional.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, de visita à Grécia, declarou que, tal como o homólogo grego, considera que “ambos os lados têm de pôr cobro às hostilidades e trabalhar com o Grupo de Minsk para regressar à mesa de negociações". Desde domingo que os confrontos reacenderam junto a Nagorno-Karabakh, um enclave que nos anos 90 foi alvo de um feroz braço de ferro territorial.

A Rússia, a França e os Estados Unidos encabeçam o chamado Grupo de Minsk, criado na altura para encontrar uma solução pacífica para o conflito.
Reunido de urgência, na terça-feira, o Conselho de Se-gurança da ONU apelou, também, ao fim imediato das hostilidades em Nagorno-Karabakh e ao regresso ao diálogo sem pré-condições.

No entanto, tudo indica que Arménia e Azerbaijão não estão dispostos a sentar-se à mesa das negociações. Os novos combates já fizeram cerca de uma centena de mortos, entre os quais civis. Em ambos os países, têm-se assistido a um número crescente de voluntários para o serviço militar. Tanto o Azerbaijão como a Arménia recusaram a sugestão de um diálogo de paz, acusando-se mutuamente de obstruir as negociações.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, que deveria mediar o conflito, afirmou-se disposta a retomar, assim que possível, a missão de observação no enclave.

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