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Escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís foi sepultada hoje

Os restos mortais da escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís foram sepultados hoje no Cemitério do Peso da Régua, distrito de Vila Real, na intimidade da família.

Em memória da escritora Agustina Bessa-Luís, Portugal decretou luto nacional observado hoje
Fotografia: DR

A cerimónia fúnebre decorreu na Sé Catedral do Porto , tendo o Governo decretado ontem um dia de luto nacional pela morte da escritora.
Falecida ontem, no Porto, Agustina Bessa-Luís nasceu em 15 de Outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante, e encontra-va-se afastada da vida pública, por razões de saúde, há cerca de duas décadas.

Em memória da escritora Agustina Bessa-Luís, Portugal decretou luto nacional observado hoje. O primeiro-ministro considerou que Portugal perdeu hoje uma das suas mais notáveis escritoras contemporâneas, salientando que a obra de Agustina Bessa-Luís constitui "uma imensa tela sobre a condição humana".
Foi autora de mais de meia centena de obras, entre romances, contos, peça de teatro, biografias, crónicas de viagem, ensaios, livros infantis e guiões para televisão. A sua obra foi traduzida para alemão, castelhano, dinamarquês, francês, grego, italiano e romeno.
Destacou-se em 1954, com a publicação do romance “A Sibila”, que lhe valeu os prémios Camões 2004, Delfim Guimarães e Eça de Queiroz, duas de muitas distinções que recebeu ao longo da vida.
Em 1983 recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores, pela obra “Os Meninos de Ouro”, um galardão que voltou a receber em 2001, com “O Princípio da Incerteza I – Joia de Família”.
A escritora foi distinguida pela totalidade da sua obra com o Prémio Adelaide Ristori, do Centro Cultural Italiano de Roma, em 1975, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2015.
Foi condecorada como Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada, de Portugal, em 1981, elevada a Grã-Cruz em 2006, e ao grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, de França, em 1989, tendo recebido a Medalha de Honra da Cidade do Porto, em 1988.
Questionada sobre o que escrevia, a autora disse, num encontro na Póvoa de Varzim: “É uma confissão espontânea que coloco no papel”.

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