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Estado Islâmico está perto do fim

A desarticulação completa do fenómeno Estado Islâmico deverá ser em 2018 uma das principais metas a atingir pelo mundo civilizado.

Estado Islâmico representa um perigo para toda a humanidade
Fotografia: Noorullah Shirzada | AFP

Embora tenha perdido todo o território que ocupava em 2014 quando propalou sobre a criação do seu califado, o Estado Islâmico continua a representar um perigo para toda a humanidade, tendo em conta os ideais que defende e as atrocidades por ele cometidas.
No ano de 2017 assistiu-se a um reforço do combate ao terrorismo à escala global, com as principais potencias mundiais a enveredarem por uma cooperação mais alargada para enfrentar o “fenómeno Estado Islâmico”.
Um dos acontecimentos que marcou 2017 foi sem dúvidas o que se pode chamar de “início do fim” da rebelião do Estado Islâmico, com a desarticulação do seu califado na Síria e no Iraque.
Analistas chamam a isso um verdadeiro ponto de mudança ainda que os extremistas permaneçam e se espalhem pelo mundo, mas já sem o seu propalado espaço territorial.
Especialistas consideram a derrota militar do Estado Islâmico uma vitória importante para o mundo civilizado, que rejeita a intolerância religiosa, ainda que o grupo siga como referência para terroristas.
Sendo assim, espera-se que no ano que agora começa os esforços e sinergias da comunidade internacional desemboquem no mesmo objectivo: o de provocar a derrocada total do extremismo.
A pratica demonstra que as potências mundiais são unânimes quando definem os objectivos dessa luta, cujo fim é o de tornar o mundo um lugar seguro para se viver.
O surgimento do Estado Islâmico como uma encarnação do extremismo sunita apavorou o mundo e os países foram chamados a redobrar a cooperação para enfrentar esse fenómeno que, em pouco tempo, evidenciou-se pelo radicalismo dos seus ideais e actos.
Até agora persiste a dúvida sobre o que esteve na base do surgimento desta corrente do  fundamentalismo islâmico, mas analistas são unânimes em considerar que o fenómeno deve ser combatido por todos os países amantes da paz.
As atrocidades reportadas pelas redes de televisão, bem como os atentados realizados em várias partes do mundo apavoraram as pessoas e deram provas de que o Estado Islâmico é um inimigo comum a abater.
As populações da Síria e do Iraque sentiram na pele a violência dos actos praticados pelo Estado Islâmico, não obstante serem pessoas próximas dada as raízes culturais e religiosas que as une.
A guerra e as perseguições provocaram um êxodo sem precedente das populações que viram a Europa e países vizinhos como destinos para poderem salvar as vidas.
Entretanto, a acção de uma coligação internacional dirigida pelos Estados Unidos e consequente intervenção das forças aeroespaciais da Rússia no teatro de guerra contra o Estado Islâmico nos seus redutos do Iraque e Síria demonstrou eficácia, apesar das reticências dos primeiros que viam na acção russa uma forma de dar protecção e apoio ao regime de Damasco liderado pelo Presidente Bashar al-Assad.
Mas, foi precisamente a partir da intervenção russa na Síria que a situação mudou de rumo com a balança a pender em favor do Governo legítimo, em detrimento dos grupos rebeldes, incluindo o Estado Islâmico, cujos líderes e seguidores estão agora em debandada pela região do Médio Oriente e mesmo pelo mundo fora.
Agora, urge cimentar as conquistas alcançadas e a comunidade internacional é chamada a cerrar fileiras para impedir o regresso do Estado Islâmico, bem como lutar para desarticular outros grupos radicais como a Al-Qaeda (no Magreb e Iémen), Al-Shabab, na Somália e o Boko Haram, baseado na Nigéria.
E que o mundo não minimize o radicalismo e a intolerância religiosa no ano que agora começa!

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