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Trump pede maior controlo das armas aos congressistas

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu aos congressistas republicanos e democratas que legislem para exigir uma verificação de antecedentes, mais profunda, a quem queira comprar armas de fogo, mas sugere que este maior controlo deve estar ligado à reforma da imigração.

Tiroteios causaram dezenas de mortos e feridos em dois Estados norte-americanos
Fotografia: DR

"Não podemos deixar que os que morreram em El Paso, no Texas, e Dayton, no Ohio, morram em vão. Da mesma forma, para os gravemente feridos. Nunca os poderemos esquecer e a todos os que vieram antes deles. Os republicanos e os democratas têm que se unir para termos uma mais forte verificação de antecedentes, talvez casando esta legislação com a tão necessária reforma da imigração. Temos que ter algo bom, se não óptimo, a sair destes dois eventos trágicos!", escreveu o Presidente em duas mensagens no Twitter.

Dois tiroteios no fim-de-semana resultaram na morte de 30 pessoas. No sábado, um atirador matou 20 pessoas num Walmart em El Paso, num ataque motivado por questões raciais. Treze horas depois, outro atirador matou nove pessoas em Dayton, acabando por ser morto pela Polícia. Houve ainda dezenas de feridos em ambos os ataques.

O Presidente acusou ainda os media de serem os responsáveis. "Os media têm uma grande responsabilidade para a vida e segurança no nosso país. As ‘fake news’ contribuíram enormemente para o ódio e a raiva que se tem vindo a acumular ao longo de muitos anos. A cobertura de notícias tem que começar a ser justa, equilibrada e imparcial, ou estes problemas terríveis só vão piorar!", escreveu Trump.

Lei de bala

O Presidente norte-americano chama cobardes a atacantes. Mas os democratas culpam-no, dizem que o seu discurso de ódio contra os imigrantes instiga extremistas perigosos. Dois tiroteios nos EUA, com 13 horas de intervalo, fizeram 30 mortos, incluindo um dos atiradores. O primeiro aconteceu no interior de uma loja Walmart, em El Paso, no Texas, e foi levado a cabo por um supremacista branco que admitiu que o objectivo era matar o maior número de hispânicos para, assim, preservar o domínio das pessoas de ascendência europeia. Patrick Crusius, de 21 anos, oriundo de Dallas, fez 20 mortos e 26 feridos. Entregou-se em seguida às autoridades. O segundo ocorreu à porta do bar Ned Peppers, em Dayton, no Ohio. Connor Betts, de 24 anos, foi abatido pela Polícia. Mas antes, ainda conseguiu matar nove pessoas, entre elas a irmã Megan, de 22 anos, e deixar feridas outras 16.

"O meu objectivo era matar o maior número possível de mexicanos", confessou o atirador de El Paso, à Polícia, segundo uma informação divulgada por vários media norte-americanos. Matou três e feriu seis, segundo o Presidente e o ministro dos Negócios Estrangeiros do México, respectivamente Manuel López Obrador e Marcelo Ebrard. Entre os feridos, está uma menina mexicana de apenas 10 anos, indicou Ebrard, no Twitter. No interior da loja Walmart, havia na altura do ataque cerca de três mil clientes e cem empregados.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu aos congressistas republicanos e democratas que legislem para exigir uma verifi-
cação de antecedentes, mais profunda, a quem queira comprar armas de fogo, mas su-gere que este maior controlo deve estar ligado à reforma da imigração.
"Não podemos deixar que os que morreram em El Paso, no Texas, e Dayton, no Ohio, morram em vão. Da mesma forma, para os gravemente feridos. Nunca os poderemos esquecer e a todos os que vieram antes deles. Os republicanos e os democratas têm que se unir para termos uma mais forte verificação de antecedentes, talvez casando esta legislação com a tão necessária reforma da imigração. Temos que ter algo bom, se não óptimo, a sair destes dois eventos trágicos!", escreveu o Presidente em duas mensagens no Twitter.
Dois tiroteios no fim-de-semana resultaram na morte de 30 pessoas. No sábado, um atirador matou 20 pessoas num Walmart em El Paso, num ataque motivado por questões raciais. Treze horas depois, outro atirador matou nove pessoas em Dayton, acabando por ser morto pela Polícia. Houve ainda dezenas de feridos em ambos os ataques.
O Presidente acusou ainda os media de serem os responsáveis. "Os media têm uma grande responsabilidade para a vida e segurança no nosso país. As ‘fake news’ contribuíram enormemente para o ódio e a raiva que se tem vindo a acumular ao longo de muitos anos. A cobertura de notícias tem que começar a ser justa, equilibrada e im-parcial, ou estes problemas terríveis só vão piorar!", escreveu Trump.

Lei de bala
O Presidente norte-americano chama cobardes a atacantes. Mas os democratas culpam-no, dizem que o seu discurso de ódio contra os imigrantes instiga extremistas perigosos.
Dois tiroteios nos EUA, com 13 horas de intervalo, fizeram 30 mortos, incluindo um dos atiradores. O primeiro aconteceu no interior de uma loja Walmart, em El Paso, no Texas, e foi levado a cabo por um supremacista branco que admitiu que o objectivo era matar o maior número de hispânicos para, assim, preservar o domínio das pessoas de ascendência europeia. Patrick Crusius, de 21 anos, oriundo de Dallas, fez 20 mortos e 26 feridos. Entregou-se em seguida às autoridades. O segundo ocorreu à porta do bar Ned Peppers, em Dayton, no Ohio.
Connor Betts, de 24 anos, foi abatido pela Polícia. Mas antes, ainda conseguiu matar nove pessoas, entre elas a irmã Megan, de 22 anos, e deixar feridas outras 16.
"O meu objectivo era matar o maior número possível de mexicanos", confessou o atirador de El Paso, à Polícia, segundo uma informação divulgada por vários media norte-americanos. Matou três e feriu seis, segundo o Presidente e o ministro dos Negócios Estrangeiros do México, respectivamente Manuel López Obrador e Marcelo Ebrard. Entre os feridos, está uma menina mexicana de apenas 10 anos, indicou Ebrard, no Twitter.
No interior da loja Walmart, havia na altura do ataque cerca de três mil clientes e cem empregados.
Uma hora e meia antes do tiroteio, foi publicado no imageboard americano “8chan” um manifesto, agora atribuído a Crusius. O documento fala em invasão latina e faz referência ao massacre em Christchurch, na Nova Zelândia, onde em Março deste ano um supremacista branco australiano matou 51 pessoas que se encontravam em duas mesquitas islâmicass.

 

 

 

 

 

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