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Estados Unidos atacam bases do grupo somali Al-Shabab

Os Estados Unidos intensificaram discretamente as suas operações na Somália nas últimas semanas, acelerando significativamente o ritmo dos ataques com drones contra os islamitas Al-Shabab, inicialmente afiliados à Al-Qaeda e actualmente aos rebeldes do grupo Estado Islâmico (EI).

Atentados do grupo rebelde causam mortes na Somália
Fotografia: Mohamed Abdiwahab| AFP


Os Estados Unidos efectuaram 28 ataques com drones contra os islamitas desde o início do ano, 15 dos quais a partir de 1 de Setembro, segundo um comunicado do Comando Militar Americano em África (Africom) divulgado pela agência France Press.
Em 2016, o número de bombardeamentos na Somália contra os Al-Shabab não excederam os 15, de acordo com as estatísticas do Bureau of Investigative Journalism, uma ONG britânica que compila dados sobre os ataques americanos com drones.
Há uma semana, estes ataques são quase diários.
Na segunda-feira, um porta-voz do Pentágono, coronel Rob Manning, informou que 36 combatentes Al-Shabab e quatro rebeldes do EI morreram em cinco ataques realizados entre 9 e 12 de Novembro.
Na quarta-feira, o Africom anunciou um sexto ataque aéreo na véspera, indicando apenas que matou “vários” elementos Al-Shabab.
Em finais de Março, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ampliou os poderes conferidos aos militares americanos de realizar bombardeamentos neste país do corno de África minado pela guerrilha dos Al-Shabab, que juraram derrubar o Governo central apoiado pela comunidade internacional e pelos 22 mil homens da força da União Africana (Amisom).
Desde então, o Pentágono estendeu a luta contra o Estado Islâmico a todos os países onde os seus combatentes podem encontrar refúgio, incluindo em África. Oficialmente, o Pentágono (Departamento norte-americano da Defesa)  rejeita falar de intensificação da sua actividade na Somália.

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