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Etiópia: Pelo menos 59 mortos em dois dias de protestos pelo homicídio de cantor e activista

Pelo menos 59 pessoas morreram na Etiópia em dois dias de protestos desencadeados pelo homicídio, em Addis Abeba, de um popular cantor e activista da maioria étnica oromo, segundo fontes convergentes citadas pela agência France Press.

Fotografia: DR


Segundo Getachew Balcha, porta-voz da região de Oromia, a região "contou cerca de 50 mortos" na terça-feira, enquanto o Congresso Federalista Oromo (OFC), oposição, disse que nove pessoas foram mortas ontem durante confrontos em Ambo, na região de Oromia, a 100 quilómetros a oeste da capital, Addis Abeba.

De acordo com a mesma fonte, Ambo, cidade natal do cantor Hachalu Hundessa, morto a tiro, na segunda-feira, em Addis Abeba, foi hoje palco de novos confrontos entre as forças de segurança e residentes.
Teshome Bongase, representante do Congresso Federalista Oromo (OFC), disse à AFP que nove pessoas morreram no hospital principal de Ambo, enquanto outras 10 ficaram gravemente feridas.

A oficial de comunicações de Ambo, Milkessa Beyene, adiantou que os confrontos começaram quando um grupo de jovens nacionalistas oromo exigiu que o artista fosse enterrado em Addis Abeba e não em Ambo.

Segundo Milkessa, um tio de Hachalu Hundessa encontra-se entre os mortos de Ambo.
Hundessa era considerado a voz do povo oromo durante os anos de protestos antigovernamentais que levaram o actual Primeiro-Ministro, Abiy Ahmed, ao poder em 2018.

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