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Etiópia recebe fortes elogios pelo combate à pobreza

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) elogiou sábado a gestão e os esforços do Governo etíope para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar.

Com a campanha massiva de arborização, Etiópia bate recorde mundial de “Legado Verde”
Fotografia: DR

“Este país trabalha para reduzir a insolvência, dificuldades e fome, usando programas na agricultura para reduzir o impacto da mudança climática”, disse durante uma declaração pública o coordenador da FAO para a África Oriental, Chimimba David Phiri.
Mais de 133 milhões de pessoas na região da África Subsaariana estão com fome ou desnutridos em cem por cento, devido às consequências da mudança climática, disse ainda o representante da agência especializada perante a União Africana.
Mas a Etiópia, enfatizou, reduziu enormemente as proporções de pobreza, e o mesmo vale para a fome, que se deve em parte à aplicação de programas que aceleraram a economia e o desenvolvimento agrícola nos últimos anos.
Uma amostra disso referiu, Phiri, é a iniciativa nacional para plantar quatro biliões de árvores na estação chuvosa, que apoiará diferentes processos de reflorestamento e mostrará a outros países a direcção certa nessa luta.
Na realidade, os etíopes plantaram este fim-de-semana, pela segunda vez em dois meses mais de 220 milhões de árvores, uma iniciativa governamental para combater a desflorestação no país e que, segundo as autoridades locais, estabelece um recorde mundial. De acordo com a agência noticiosa Associated Press (AP), a iniciativa partiu do Primeiro-Ministro, Abiy Ahmed, e visa ajudar a restaurar a paisagem do país, que segundo os especialistas, está a ser rapidamente destruída pela desflorestação e pelas alterações climáticas.
A empresa estatal Fana Broadcasting Corporate anunciou que desta vez mais de 224 milhões de árvores foram plantadas, o que superou as 200 milhões de árvores plantadas anteriormente num único dia. “A Etiópia está empenhada em tentar bater o recorde mundial de um legado verde”, refere o gabinete do Primeiro-Ministro, num comunicado citado pela agência AP.
A Etiópia está a realizar uma campanha de plantação de árvores, no âmbito da qual pretende plantar quatro mil milhões de árvores, entre Maio e Outubro. As autoridades agrícolas afirmaram que até agora mais de 2,6 mil milhões de árvores foram plantadas em quase todo o país.
Citado pela AP, a Farm Africa, uma organização envolvida na gestão florestal na Etiópia, refere que menos de 4 por cento das terras do país estão agora arborizadas, um declínio acentuado de cerca de 30 por cento quando comparado com o final do século XIX.
O crescimento populacional da Etiópia, a necessidade de mais terras agrícolas, o uso insustentável da floresta e as alterações climáticas são frequentemente referidas como as causas do rápido desmatamento.

Aumentar as receitas
O Ministério das Minas e Petróleo da Etiópia emitiu ontem um comunicado onde refere que as suas exportações de minerais nos próximos meses irão gerar receitas superiores ao ano fiscal encerrado em Julho passado.
De acordo com a agência Prensa Latina, durante o período anterior, fechado a 7 de Julho, este país africano teve cerca de 49 milhões de dólares para o comércio dessas substâncias inorgânicas, um valor bem abaixo do potencial dos depósitos em operação.
Para a etapa 2019-2020, a aspiração é alcançar, pelo menos, 265 milhões de dólares para o mesmo conceito, apoiada por estratégias e procedimentos viáveis após a implementação das reformas no sector, é sublinhado na comunicação ministerial.
A mineração artesanal empregou mais de 179 mil pessoas, mas, segundo o texto, a entrada em vigor de novas políticas ajudará a elevar o interesse dos investidores e, consequentemente, a gerar mais empregos. Da mesma forma, o comunicado informa que no ano fiscal anterior o Ministério emitiu licenças de exploração e produção para 24 projectos de investimento, com um capital combinado de cerca de 174 milhões de dólares. A China anunciou que vai financiar a construção de um parque industrial de 300 milhões de dólares, em Adama, 99 quilómetros de Addis Abeba.

 

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