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EUA: Petróleo afunda 40 por cento para mínimos desde 1999, pouco acima de 10 dólares

O preço do barril de petróleo norte-americano está a cair quase 40 por cento, atingindo o nível mais baixo em mais de duas décadas, com relatos de que por causa da forte quebra na procura está a tornar-se até difícil encontrar locais para armazenar o crude que não é vendido.

Fotografia: DR

A sessão asiática já tinha sido “negra” mas os contratos futuros do barril de crude West Texas Intermediate (WTI) duplicaram a intensidade das quedas (para uma cotação de 11,20 dólares, no caso dos futuros para entrega em maio) na abertura da negociação nos EUA.

Nos futuros para entrega em junho a queda não é tão pronunciada mas, ainda assim, é significativa: 8,4 por cento para 22,94 dólares por barril, segundo a Bloomberg. Por outro lado, o preço do barril de Brent do mar do Norte, de referência na Europa, recuava 4,5 por cento para 26,81 dólares.

Os preços no mercado de petróleo caíram nas últimas semanas para o nível mais baixo em cerca de 20 anos, devido ao impacto na procura das restrições de viagens impostas em todo o mundo por causa da covid-19. A crise foi agravada depois da Arábia Saudita, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), ter lançado uma guerra de preços com a Rússia, que não pertence à organização.

Os dois países acordaram pôr um fim ao diferendo no início do mês, ao aceitar, juntamente com outras nações, reduzir a produção em cerca de dez milhões de barris por dia para estimular os mercados afetados pelo novo coronavírus. No entanto, os preços continuaram a cair fortemente, o que levou analistas a considerar as reduções insuficientes para compensar a quebra maciça na procura causada pela pandemia.

Os preços do petróleo bruto continuam sob pressão, uma vez que as previsões de descida da procura pesam sobre o sentimento geral”, declarou, em comunicado, o banco Australia and New Zealand Banking Group (ANZ). Apesar de a OPEP ter aceitado uma redução sem precedentes da produção, o mercado está inundado de petróleo”, acrescentou o ANZ, numa referência aos membros da organização e aos parceiros não-membros.”

O banco considerou ainda que se mantém o receio de que “as instalações de armazenamento nos Estados Unidos da América estejam no limite da capacidade”. A administração norte-americana de informação sobre energia indicou que os ‘stocks’ de bruto da primeira economia mundial tinham aumentado 19,25 milhões de barris na passada semana, num mercado mundial sobreaprovisionado.

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