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EUA prometem pagar parte da dívida à ONU

Os Estados Unidos vão pagar, antes do final do ano, “a maior parte” da dívida de 2019 à ONU, assegurou sexta-feira a embaixadora daquele país nas Nações Unidas.

Embaixadora dos Estados Unidos para a Reforma das Nações Unidas
Fotografia: DR


Os pagamentos serão relativos aos orçamentos actuais de funcionamento da ONU e às operações de paz, explicou Cherith Norman Chalet, embaixadora americana para a Administração e Reforma da ONU.
A diplomata não avançou o valor acumulado que os Estados Unidos têm em atraso, sobretudo desde 2017, quando o Presidente Donald Trump decidiu reduzir o valor das contribuições do país para as missões de paz.
Até ao início da semana, de acordo com documentos da ONU, Washington devia cerca de um bilião de dólares ao orçamento para o funcionamento corrente da ONU, dos quais cerca de 600 milhões são relativos a este ano.
No que diz respeito ao pagamento de operações de paz, a dívida dos EUA ascendia a mais de dois mil milhões de dólares.
“Desembolsámos recentemente 180 milhões e pagaremos mais 96 milhões de dólares nas próximas semanas”, disse Norman Chalet.
“Outros pagamentos serão feitos em Novembro”, prometeu, lembrando que o atraso dos Estados Unidos nas contribuições deveu-se, em grande parte, ao facto de o ano fiscal do país começar em Outubro e terminar no final de Setembro, não coincidindo, por isso, com o ano civil, que é aplicado pela ONU.
A diplomata acrescentou ainda que Washington considera que algumas das medidas adoptadas pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, para lidar com a crise de liquidez “deviam tornar-se a norma”.
Entre as várias medidas adoptadas desde a semana passada na sede da ONU, em Nova Iorque, mas também em Genebra, Viena e Nairobi, contam-se coisas como desligar as escadas rolantes, fechar os bares mais cedo, reduzir o uso do aquecimento, restringir as viagens e evitar recepções, além de impor limites às contratações de tradutores e impressões de documentos ou actas.
Segundo António Guterres, a ONU tem um défice de mais de 1,2 mil milhões de dólares, o que afecta o fecho do ano e o pagamento dos 37 mil funcionários da organização em todo o mundo.
O Secretário-Geral da ONU alertou que a organização internacional pode ficar sem dinheiro até ao final deste mês, afirmando que estão a ser consideradas medidas para garantir o pagamento de salários até ao final do ano.
Além dos Estados Unidos, respondem por 90 por cento da dívida às Nações Unidas o Brasil, Argentina, México, Irão, Israel e Venezuela.

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