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EUA mantêm a presença de forças no Médio Oriente

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, assegurou ontem que “de maneira nenhuma” o país vai deixar o Médio Oriente, apesar da anunciada retirada das tropas norte-americanas da Síria.

Fotografia: DR

“Não, de maneira nenhuma. Somos uma força do bem. A ideia de irmos embora, francamente, não é o que a Administração de Donald Trump pretende fazer. Isto é para proteger os norte-americanos e faremos o que for necessário para protegê-los”, afirmou Mike Pompeo numa entrevista ao “Sinclair Broadcast Group”, citada pela agência EFE.
Pompeo respondeu desta maneira quando questionado sobre se os Estados Unidos vão abandonar o Médio Oriente, depois de, no mês passado, Donald Trump ter anunciado a retirada das tropas norte-americanas da Síria, após proclamar a derrota do grupo extremista Estado Islâmico.
Na entrevista, o chefe da diplomacia norte-americana considerou que essa decisão é uma mudança “táctica” e assegurou que não afectará o resto das forças destacadas noutras zonas do Médio Oriente. />“Ainda temos um grande alcance lá. Temos a capacidade de fazer isto e, o mais importante, temos a indicação do nosso comandante, o Presidente Trump, de continuar   esta luta”, afirmou.
Nesse sentido, Mike Pompeo disse que os Estados Unidos estão “a sério” na luta contra o Estado Islâmico (EI) na Síria: “Temos forças na região que irão continuar a atacar o Estado Islâmico na própria Síria, mas também da zona ocidental do Iraque, como deve ser. Em todo o mundo, esta Administração está empenhada em acabar com a ameaça do terrorismo”.
Desde Setembro de 2014, meses depois de o Estado Islâmico ter proclamado o califado na Síria e no Iraque, os Estados Unidos participam em operações na Síria, encabeçando a coligação internacional contra os extremistas.

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