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Pai nega ligações do filho ao terrorismo

O pai de Ziyed Ben Belgacem, o homem morto sábado no aeroporto de Orly depois de tentar desarmar uma militar, declarou que o seu filho nunca foi um terrorista. “Meu filho nunca foi um terrorista. Nunca rezou e bebe álcool.”

Pai do homem morto ao tentar desarmar militar no aeroporto de Orly culpa más companhias
Fotografia: CHRISTOPHE SIMON|AFP

“E sob o efeito do álcool e da liamba aconteceu o que aconteceu”, declarou o pai de Ben Belgacem após ser libertado pela polícia, que o interrogou durante várias horas. Por sua vez, o irmão e o primo de Ziyeg Ben Belgacem, um francês de origem tunisina, continuam a ser interrogados pela polícia.
“No sábado Ziyed telefonou-me às sete ou oito da manhã. Estava extremamente nervoso, nem mesmo a sua mãe conseguia entender. Ele disse-me: 'Pai peço perdão, fiz uma estupidez com um gendarme”, contou o pai de Ben Belgacem. “Eu respondi-lhe que não, não te perdoo porque atacaste um gendarme”, contou à radio Europe 1.
O pai ainda tentou saber onde o seu filho estava, mas Ziyed disse apenas que “estava na autoestrada” e desligou. Preocupado, o pai, acompanhado do seu outro filho, foi até à esquadra para contar às autoridades o que tinha acontecido. “Quando cheguei à esquadra, percebi que a polícia tinha feito o seu trabalho. Não me disseram directamente que ele tinha morrido. É terrível, mas o que eu posso dizer? As más companhias, as drogas... No final, sou eu quem sofre as consequências”, declarou.
Um primo do atacante também se apresentou voluntariamente na esquadra de polícia ainda no sábado. Na noite anterior esteve com Ziyed num bar na periferia de Paris. Os investigadores tentam esclarecer o perfil psicológico de Ziyed Ben Belgacem, de 39 anos, com antecedentes criminais por delitos comuns e que supostamente havia mostrado sinais de radicalização.
Uma necropsia permitirá determinar se estava sob a influência de álcool ou drogas no momento dos factos. Durante o ataque, dizem testemunhas, Belgacem gritou: “Baixem as armas! Coloquem as mãos na cabeça! Estou aqui para morrer por Alá. De qualquer forma vai haver mortes”.

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