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Partido de Merkel descarta coligação

O partido de centro-direita da Chanceler alemã Ângela Merkel rejeitou, hoje, unir forças com a extrema-direita, que obteve um quarto dos votos em duas eleições regionais no domingo.

Fotografia: DR

Annegret Kramp-Karrenbauer, líder da União Democrática Cristã (CDU),  o partido de Merkel,  disse que o resultado no estado oriental da Saxónia foi um "resultado difícil".
A CDU recebeu 32,1 por cento dos votos, contra 27,5 por cento do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha.O ambientalista Partido Verde tem uma oportunidade maior de fazer uma coligação com a CDU.A Alternativa para a Alemanha recebeu o maior apoio junto de eleitores masculinos nas áreas rurais.A tendência foi reflectida no estado vizinho de Brandeburgo, onde ficou com 23,5 por cento dos votos, atrás dos sociais-democratas de centro-esquerda, que ficaram com 26,2 por cento.

Adeus à política
A Chanceler alemã revelou os planos que tem para o futuro. A questão já lhe tinha sido colocada várias vezes: "o que fará quando abandonar a política?".
A resposta, tantas vezes evitada por Merkel, foi revelada no fim-de-semana.Se durante muito tempo disse que na altura "logo se veria", desta vez, a Chanceler alemã foi mais precisa.
"Todas as universidades que me entregaram um doutoramento honoris causa terão notícias minhas quando deixar de ser Chanceler", disse, acrescentando  que pretende regressar (à universidade) "e não será por pouco tempo".
As declarações foram proferidas no acto de entrega do nono doutoramento honoris causa, desta vez na NHL de Leipzig.Merkel renunciou no ano passado ao cargo de líder do partido CDU, após ter promovido a sucessão ordenada. Saliente-se que a coligação alemã, liderada pela Chanceler, termina de forma oficial em 2021, podendo Merkel, nessa altura, retomar os estudos na área das Finanças.

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