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Terrorista é interrogado

Um dos presumíveis integrantes da célula terrorista desmantelada na sequência dos atentados de 17 e 18 de Agosto na Catalunha, Mohamed Houli Chemlal, confirmou ontem, perante a Audiência Nacional, em Madrid, que o grupo pretenderia levar a cabo um ataque maior com recurso a engenhos explosivos em Barcelona, segundo avança o “El País”, citando fontes judiciais.

Um dos suspeitos da célula terrorista começou a ser interrogado ontem em Madrid
Fotografia: Stringer | AFP

Chemlal, de 21 anos e natural do enclave espanhol de Melila, no Norte de África, e que ficou ferido na explosão de uma moradia em Alcanar onde estariam a ser fabricados explosivos, não especificou quais seriam os alvos do ataque bombista, apesar de o “El Mundo”, citando também fontes judiciais, indicar que a Catedral da Sagrada Família foi referida durante o interrogatório.
Quatro indivíduos implicados nos atentados de 17 e 18 de Agosto em Barcelona e Cambrils, que mataram um total de 15 pessoas e feriram mais de uma centena, foram ontem interrogados em Madrid. Outros cinco integrantes da célula terrorista foram mortos a tiro pela polícia catalã em Cambrils, nas primeiras horas de sexta-feira. Outro suspeito, Younes Abouyaaqoub, foi morto na segunda-feira. Outros dois  morraram na explosão da moradia de Alcanar, na véspera dos ataques.

Viagem a Paris


Os homens implicados nos atentados da Catalunha “fizeram uma viagem extremamente rápida a Paris”, antes dos ataques, disse ontem o ministro do Interior francês, Gerard Collomb, acrescentando que o assunto está a ser investigado.
O ministro do Interior francês, em declarações à cadeia de rádio e televisão BFMTV, sublinhou que os serviços secretos franceses não tinham “sib controlo” os membros da “célula” da Catalunha.
Na mesma entrevista, Gerard Collomb disse que a investigação ainda não descobriu os motivos da viagem a Paris, que ocorreu uma semana antes dos ataques em Barcelona e Cambrills, na Catalunha, “Foi uma viagem extremamente rápida de ida e volta”, frisou, depois de ter afirmado que os homens se tinham deslocado à capital francesa “em trabalho”.
Gerard Collomb confirmou que um radar da polícia de trânsito detectou, por excesso de velocidade, o veículo (Audi) em que viajavam os membros do grupo.
De acordo com o jornal “Le Parisien”, o veículo detectado pelo radar foi o mesmo utilizado no atentado de Cambrils, onde morreu uma pessoa.
O jornal refere que o registo, por excesso de velocidade, data do dia 12 de Agosto, em Essone, a sul de Paris, e que quatro pessoas seguiam no interior do veículo.
O jornal cita uma fonte policial que refere ter-se tratado “de uma mera passagem por França”.
Outras fontes disseram ao “Le Parisien” que os homens pernoitaram num hotel da região de Paris, a 11 de Agosto. O facto foi transmitido às autoridades espanholas.

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