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Ex-governador de Abia foi condenado a 12 anos

Um tribunal de Lagos condenou, na sexta-feira, o ex-governador do Estado de Abia (Leste da Nigéria), Orji Kalu, a 12 anos de prisão e a devolver 20 milhões e 900 mil dólares num caso de corrupção, noticiou a Pren-sa Latina.

Governador Orji Kalu apanha 12 anos de prisão e é obrigado a devolver dinheiros ao Estado
Fotografia: DR

Juntamente com Orji Kalu foi sancionada a empresa Slok Nigéria, de que é proprietário, que será desmantelada e os bens transferidos para o Go-verno Federal.
As manobras de corrupção administrativa foram cometidas entre 1999 e 2007, durante os dois mandatos sucessivos de Kalu, como governador, que exerce actualmente o cargo de líder da maioria senatorial do partido Congresso de Todos os Progressistas (no poder), posição que lhe confere imunidade.
Os casos de corrupção que envolvem governadores não são excepção na Nigéria, onde o ex-governador do Estado de Keiti, Peter Ayodele Fayose, está sob investigação num caso de suborno e outro, Rochas Okorocha, é acusado de ter desperdiçado um milhão de dólares no fabrico de estátuas.

Acções de instabilidade
As autoridades anunciaram, ontem, que 14 pessoas, in-cluindo dois trabalhadores da Cruz Vermelha, foram raptadas no Nordeste da Nigéria, quando viajavam de carro no Estado de Borno.
“Os terroristas do Estado Islâmico na África Ocidental estabeleceram um posto de controlo na estrada que liga Maiduguri a Damaturu, no Nordeste do país, e levaram 14 pessoas, que os confundiram com soldados em patrulha”, disse uma fonte de segurança à agência de notícias France Press.
Os terroristas criaram a ilusão de um controlo militar na estrada, obrigando as viatu-ras a parar, já ao cair da noite, explicou a mes-ma fonte.
“Entre as vítimas raptadas está um sargento do Exército e a família, que regressavam de uma viagem, dois funcionários da Cruz Vermelha e seis residentes em Maiduguri que tinham ido apanhar gafanhotos na floresta”, acrescentou.
Também na Nigéria, nove pessoas foram mortas num ataque a uma aldeia no centro do país, onde as acções de grupos armados têm aumentado nos últimos meses.
Numa outra acção, homens armados mataram, na sexta-feira, nove civis durante um ataque a uma localidade no centro da Nigéria, afirmaram vários habitantes à AFP.
Dezenas de homens armados chegaram de moto à localidade de Kukoki, no Estado do Níger, tendo disparado sobre a população, pilhan-do e incendiando depois várias casas.
“Os bandidos armados atacaram Kukoki e obrigaram os habitantes a fugir para outras aldeias”, declarou o porta-voz da agência local da gestão de socorro (SEMA), Ibrahim Audu Hussein.
“Estamos a procurar lo-calizar as pessoas para as ajudarmos”, acrescentou, sem contudo fornecer qualquer balanço.
Segundo um responsável administrativo local, que se exprimiu sob anonimato, foram mortas nove pessoas e o chefe da aldeia foi rapta-do, juntamente com a esposa e um assistente, durante o ataque.
Por outro lado, pelo menos duas pessoas morreram, ontem, na sequência da explosão de um oleoduto no Esta-do de Lagos, Sudoeste da Ni-
géria, que provocou vários incêndios, anunciaram fontes governamentais.
O director-geral da Agência de Gestão de Emergências de Lagos, Femi Oke-Osanyintolu, citado pela Reuters, disse que após o desastre, ocorrido na cidade de Ipaja, os habitantes circunvizinhos abandonaram as casas, no meio de enormes colunas de fumo.
Depois de declarar que as equipas de resgate chegaram ao local do incidente, o responsável disse que a explosão do oleoduto foi aparentemente causada por vândalos que danificaram os tubos daquela instalação e causaram derrames de combustível.
Na Nigéria, país considerado o primeiro produtor de petróleo de África, são frequentes incidentes relacionados com instalações de transporte de combustível.

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