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Ex-guerrilheiro das FARC que negociou a paz volta às armas

O antigo dirigente da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que ao longo de vários anos liderou o diálogo com o Governo do ex-Presidente Juan Manuel Santos, em Havana, denunciou a “traição” do Estado aos acordos e o regresso à luta.

Fotografia: DR

As FARC, agora transformadas em partido político, demarcam-se desta ideia.
“Anunciámos ao mundo que começou a segunda Marquetalia (lugar do nascimento das FARC) sob a protecção do direito universal que ajuda todos os povos do mundo a armarem-se contra a opressão”, disse Iván Márquez num vídeo divulgado no final do mês de Agosto. O acordo, assinado em 2016, pôs fim a 56 anos de luta armada que deixou 260 mil mortos e milhões de deslocados.
Mas vários ex-guerrilheiros, que entregaram as armas sob a promessa de uma reintegração na sociedade, benefícios económicos e garantias de segurança consideram que o Estado colombiano falhou. Nomeadamente depois da eleição de Iván Duque.

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