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Exército iraniano nega ter interceptado navio britânico

A Guarda Revolucionária do Irão negou hoje ter tentado impedir que um petroleiro britânico cruzasse o estreito de Ormuz, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias Sepah News.

Fotografia: DR

“Não houve qualquer confronto com navios estrangeiros, incluindo britânicos, nas últimas 24 horas”, declarou a Guarda, em reacção à declaração do Governo britânico de que três navios iranianos “tentaram impedir a passagem de um navio mercante” britânico no Golfo.
“Contra as regras do direito internacional, três navios iranianos tentaram impedir a passagem do navio mercante 'The British Heritage', no Estreito de Ormuz”, disse um porta-voz do Governo britânico.
Segundo a mesma fonte, a Marinha Real Britânica teve que intervir para ajudar a embarcação da empresa petrolífera detida pela British Petroleum (BP).
O navio britânico The British Heritage deixou o Golfo Pérsico e navegou pelo Estreito de Ormuz quando as embarcações iranianas se aproximaram e ordenaram que seguisse em direcção a águas daquele país.
Esta atitude, acrescentou a mesma fonte, forçou a Marinha Real Britânica HMS Montrose “a fazer avisos verbais aos navios iranianos”.
O Governo russo pediu moderação ao Reino Unido e ao Irão após o alegado incidente ocorrido entre navios dos dois países na região do Golfo Pérsico.
“Pedimos mais uma vez a todos contenção no Golfo Pérsico a fim de não agravar a situação e que todas as questões sensíveis sejam resolvidas pela via do diálogo”, disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
Peskov declarou que “a liberdade de navegação deve ser garantida no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz”, que considera crucial para a economia global.
O porta-voz russo disse que Moscovo está ciente das declarações do Reino Unido e do Irão sobre o incidente em Ormuz.
Por outro lado, a Rússia acusou ontem os Estados Unidos de buscarem deliberadamente aumentar as tensões na região do Golfo, onde se teme um “confronto directo”, à medida que crescem os incidentes entre o Irão e países ocidentais.
“A situação é muito preocupante e nós vemos que o risco de confronto directo aumentou tanto nos últimos tempos que é cada vez mais difícil prever o desenvolvimento futuro dos eventos”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov.
“Washington fez tudo para que esta crise, esse agravamento, continue”, acrescentou Riabkov, citado pela agência estatal Ria Novosti.
A tensão nesta área, por onde é transportado quase um terço do petróleo bruto mundial, atingiu o pico nas últimas semanas, com os Estados Unidos a acusarem o Irão de vários ataques contra petroleiros, com Teerão a abater um 'drone' norte-americano.

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