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Exército inicia operação contra o Estado Islâmico

O Exército do Líbano anunciou ontem o início de uma ofensiva contra o “Estado Islâmico” (“EI”) na fronteira com a Síria, segundo uma fonte de segurança do país.

Forças Armadas começaram as primeiras acções para neutralizar as posições extremistas
Fotografia: Delil Souleiman | AFP

A fonte afirmou, as Forças Armadas planeiam atacar as posições do “EI” nas proximidades de Ras Baalbek. O Exército deu início à realização de ataques preventivos com mísseis, artilharia e helicópteros.
O comandante do Exército libanês, Joseph Aoun, confirmou o início da ofensiva contra o “EI” ao jornal “Daily Star”.  Nas últimas duas semanas, o Exército tem realizado ataques de artilharia mais intensos contra as posições dos terroristas.
Especialistas militares disseram que as acções preparam uma operação de grande escala para libertar todo o território do Líbano. O Governo de Beirute aprovou na terça-feira as recomendações referentes aos preparativos da operação militar e anunciou a intenção de livrar o país do terrorismo.
As tropas do Governo sírio e do Hezbollah também estão a realizar uma ofensiva contra o “EI” do outro lado da fronteira. O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, tinha preparado o país, no quadro de uma visita à Rússia em Setembro, para pedir ajuda ao líder russo Vladímir Putin no combate ao “EI”.
“Vou viajar para a Moscovo no dia 11 de Setembro. Tenho planos para me reunir com o Presidente Putin”, disse Saad Hariri à agência Sputnik. O Chefe do Governo afirmou que pretende pedir a Vladimir Putin ajuda no combate contra o “EI” e apoio para o Exército libanês.
Saad Hariri acrescentou ter a intenção de abordar com o seu homólogo russo, que descreveu como um bom amigo, a situação no Líbano e em toda a região, e destacou que uma especial atenção será dada ao conflito na Síria.
“Definitivamente iremos abordar esse tema. Estamos de acordo em muitas questões, mas a Síria é um dos temas sobre o qual discordamos. Isso é normal”, afirmou o primeiro-ministro.
O ministro da Informação libanês, Melhem Riashi, disse que Saad Hariri pode visitar a Rússia em Agosto, no âmbito de sua actual viagem ao estrangeiro.
O Exército libanês iniciou exercícios militares enquanto se prepara para a próxima operação contra o “EI” na fronteira com a Síria, de acordo com uma fonte familiarizada com a situação.
No início do dia, o Conselho Superior de Defesa do Líbano disse que a liderança do país aprovou operações militares para libertar áreas que fazem fronteira com a Síria em Ras Baalbek e al-Qaa das mãos do “EI”.
“O Exército libanês está a relacionar procedimentos práticos com armas antes da batalha, cuja data ainda não está a ser revelada devido a uma série de razões, algumas das quais são secretas, enquanto as demais estão relacionadas com a logística”, disse a fonte.  A fonte acrescentou que as medidas necessárias estavam em andamento para garantir a segurança dos civis, que vivem na área da operação militar planificada.
De acordo com a fonte, a declaração do Conselho Superior de Defesa foi um sinal de que a operação contra o “EI” seria lançada em breve. Actualmente, os terroristas têm controlo sobre 54 milhas quadradas do território fronteiriço libanês nas regiões montanhosas de Ras Baalbek e al-Qaa e 21 milhas quadradas de território fronteiriço sírio.

Guerra na Síria


Um assessor do Presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que a guerra civil que já dura seis anos está perto do fim, uma vez que os Estados estrangeiros estão a reduzir a ajuda aos rebeldes, e prometeu que o Governo vai confrontar toda e qualquer força ilegítima, seja turca ou norte-americana.
Bouthaina Shaaban disse que o facto de a Síria estar a organizar a Feira Internacional de Damasco pela primeira vez durante o conflito, “envia a mensagem de que a guerra acabou e que estamos no início do caminho para a reconstrução”.       
Com a ajuda aérea da Rússia e milícias apoiadas pelo Irão, O Governo de Damasco fortaleceu o seu controlo sobre a maior parte do Oeste do país muito povoado. Agora, as Forças Armadas marcham para o Leste rumo a Deir al-Zor, próxima da fronteira com o Iraque. A guerra, que matou centenas de milhares de pessoas, chegou ao seu penúltimo estágio, no momento em que as potências estão a retirar os apois aos rebeldes.

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