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Filipe Nyusi leva vantagem

O candidato da Frente de Libertação de Moçambique, Filipe Nyusi, lidera o apuramento para a eleição a Presidente da Republica de Moçambique, segundo indica a contagem que começou logo ao encerramento das urnas na maioria das mesas das assembleias de voto.

Fotografia: DR

A tendência de votos coloca o candidato da Renamo, Ossufo Momade, em segundo lugar, seguido do candidato do MDM, Daviz Simango.
O aspirante ao cargo de chefe Estado moçambicano Mário Albino, pela Amusi, posiciona-se em quarto lugar.
A contagem de votos para as eleições gerais e para as assembleias provinciais começou no principio da noite de terça-feira, na maioria das mesas das assembleias de voto, que funcionaram das 07h00 às 18h00.
Algumas Assembleias de Voto encerraram as urnas pouco depois do horário previsto na lei (18h00) devido a presença de muitos eleitores que pretendiam exercer o seu direito de voto.
Ainda desconhece-se os resultados preliminares da votação em alguns países de África e da Europa, onde foram inscritos 408 cidadãos moçambicanos.
Para as eleições gerais moçambicanas de 2019, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Moçambique inscreveu 12.945.921 eleitores no país e 408 no estrangeiro.

Relatos de morte
Dois grupos de observação eleitoral moçambicana disseram ontem que uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas nas pernas durante confrontos entre populares e Polícia numa assembleia de voto no distrito de Nacala, norte do país, informação negada pelas autoridades.
O Centro de Integridade Pública (CIP), organização da sociedade civil moçambicana, indicou ontem, com base em relatos dos seus observadores, que uma pessoa terá morrido "baleada e espancada pela Polícia no distrito de Nacala-Porto, durante a contagem de votos”.
“A Polícia não tem este registo e, se tivéssemos, seria uma informação relevante", disse Orlando Mudumane, porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique, em conferência de imprensa, em Maputo, negando a ocorrência.
O caso terá ocorrido na Escola Secundária São Vicente de Paulo, Bairro de Ontupaia, na sequência de distúrbios provocados pela aglomeração de pessoas na assembleia de voto montada no local, segundo o CIP.
Um jornalista em Nampula disse à Lusa que se registou alguma confusão no local, depois de populares terem recusado abandonar a assembleia de voto, com o argumento de quererem fiscalizar a contagem de votos.
Segundo relatou, a população incendiou pneus colocados numa das ruas que dão acesso à escola.
A Sala da Paz, uma plataforma de observação eleitoral, disse também ter sido informada sobre a morte a tiro de uma pessoa na mesma escola, na sequência de escaramuças envolvendo populares e a polícia.
O CIP e a Sala da Paz também referiram ontem que a Polícia terá usado gás lacrimogéneo para dispersar pessoas que se concentraram na Escola Primária Completa de Namarire, no distrito de Angoche, província de Nampula, norte de Moçambique.
No local, terá havido distúrbios quando simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, suspeitaram de que os presidentes das mesas de assembleias de voto levavam boletins extra preenchidos a favor da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder.
Apesar disso, o clima global da votação e contagem de votos das eleições gerais em Moçambique é tranquilo.
Desde terça-feira, após o encerramento das urnas, que decorre a contagem de votos nas 20.162 mesas em que os moçambicanos votaram para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respectivas assembleias.
A lei prevê que o anúncio oficial dos resultados seja feito pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) até dia 30, mas o apuramento de cada uma das 11 províncias deve ser conhecido dias antes.

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