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Filipe Nyusi nomeia nova presidente do INE

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, nomeou, ontem, Eliza Mónica Ana Magaua, presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), em substituição de Rosário Fernandes, que se demitiu, na semana passada, refere, em comunicado a Presidência da República, noticiou a Lusa.

Presidente moçambicano, Filipe Nyusi (ao centro), com eleitores, em plena campanha
Fotografia: DR

Eliza Mónica Ana Magaua, quadro do INE, ocupou nos últimos dois anos o cargo de directora nacional de Contas Nacionais e Indicadores Globais. A nova presidente, licen ciada em Estatística pela Universidade Nova de Lisboa, tem mestrado em Economia pela Universidade de Akron, Ohio, EUA.
Eliza Mónica Ana Magaua substitui no cargo Rosário Fernandes, demitido por Filipe Nyusi, depois de colocar o lugar à disposição, na sequência de uma polémica sobre dados do recenseamento eleitoral.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou, em Junho, ter recenseado 1,1 milhões de eleitores na província de Gaza, o que equivale a 80 por cento da população maior de 18 anos, quando os dados do INE indicam ali existem 836 mil pessoas em idade eleitoral, ou seja, 329 mil a menos.

Renamo promete combater a corrupção

O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Re-namo), candidato presidencial, Ossufo Momade, prometeu, segunda-feira, acabar com a corrupção caso vença o escrutínio de 15 de Outubro. “Queremos acabar com a corrupção e só a Renamo pode mudar a situação deste país”, disse o líder daquele partido, falando durante uma passeata pelas principais artérias de Maputo, logo depois de chegar ao Aeroporto Internacional, na capital, após uma viagem de trabalho a Portugal.
Para Ossufo Momade, é hora de Moçambique conhecer uma mudança em todos níveis e o combate à corrupção deve ser uma prioridade. “Hoje, o país está de joelhos e isso não nos dignifica. Diariamente, acompanho nos meios de comunicação social que fulano está preso, é assim mesmo?”, questionou o líder da Renamo, em alusão às últimas detenções de dirigentes e governantes suspeitos de casos de corrupção.
Ossufo Momade criticou também a actuação dos órgãos de Justiça, considerando que é preciso responsabilizar os altos quadros envolvidos em casos de corrupção. “Estão a prender peixinhos, enquanto os tubarões estão lá. Nós queremos que os tubarões entrem também nas prisões”, frisou o presidente da Renamo.
Além do combate à corrupção, Ossufo Momade prometeu emprego à juventude. “O jovem tem de ter emprego para dignificar a família. Por isso, é nossa obrigação criar postos de trabalho para todos os jovens”, concluiu o líder da Renamo.
Ossufo Momade, 58 anos, foi eleito presidente da Resistência Nacional Moçambicana, em Janeiro, após a morte, em Maio de 2018, do líder histórico da principal força de oposição, Afonso Dhlakama. É militar na Renamodesde a sua captura pelo movimento, em 1978, no distrito de Ribáue, província de Nampula.
Ossufo Momade arranca com a campanha eleitoral ensombrado por uma crise interna provocada pela contestação à sua liderança pela auto-proclamada Junta Militar, que congrega uma facção do braço armado da organização.
Mariano Nhongo, general da Renamo e líder daquela junta, ameaça fazer descarrilar o processo eleitoral, com acções de violência armada, caso as reivindicações do grupo não sejam atendidas.
Além de Ossufo Momade, às presidenciais concorrem Filipe Nyusi, Chefe de Estado e candidato da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, Daviz Simango, do Movimento De-mocrático de Moçambique, terceira força política no Parlamento, e o candidato do partido extraparlamentar Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino. As eleições gerais de 15 de Outubro vão, pela primeira vez, escolher os governadores das 10 províncias do país, que sairão dos cabeças-de-lista dos partidos concorrentes.
A eleição dos governadores provinciais é uma novidade que decorre da aprovação de um novo pacote de descentralização, no âmbito das ne-gociações para o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo, assinado entre o Governo e a Renamo, no dia 6 de Agosto.

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