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Forças governamentais combatem em Mossul

As forças iraquianas lançaram ontem uma ofensiva para expulsar o grupo extremista “Estado Islâmico” (“EI”) da cidade velha de Mossul, o que irá permitir, em princípio, o controlo da totalidade da segunda cidade do país.

Exército iraquiano retoma ofensiva para expulsar os rebeldes do Estado Islâmico de Mossul
Fotografia: Ahmad Al-Rubaye | AFP

“As forças do Exército, a agência de contra-terrorismo e a polícia federal lançaram um ataque sobre a cidade velha”, anunciou o chefe das operações, general Abdelamir Jarallah, num comunicado.
Um outro comandante das forças de elite de contra-terrorismo, general Abdel Wahab al-Saadi, confirmou à agência AFP o início do ataque contra a cidade velha de Mossul.
“Os ataques aéreos começaram logo após a meia-noite. As operações terrestres contra partes da cidade velha tiveram início ao amanhecer”, disse um oficial do comando de operações. A reconquista desta área com mais de 100 mil civis, de acordo com as Nações Unidas, é fundamental para a recuperação de Mossul das mãos do “Estado Islâmico”, sendo esta cidade o último grande reduto urbano do grupo terrorista no Iraque.
Apoiado por uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos da América, as forças iraquianas estão a conduzir desde Outubro uma grande ofensiva para expulsar o “EI” de Mossul, que foi tomada pelos terroristas em Junho de 2014.
Desde o início da ofensiva, 862 mil pessoas foram retiradas de Mossul. Cerca de 195 mil, no entanto, voltaram para a cidade, principalmente para o Leste. No total, 667 mil civis ainda estão desalojados e a viver com famílias de acolhimento ou nos 13 campos montados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

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