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G7 desbloqueia verba para combater fogos

Os países do G7 decidiram desbloquear uma ajuda de emergência de 20 milhões de dólares (cerca de 17,95 milhões de euros) para o envio de aviões Canadair para combater os incêndios na Amazónia, anunciou ontem a Presidência da República francesa.

Além do envio da frota de aviões, o grupo concordou em disponibilizar um fundo de longo prazo para o reflorestamento da Amazónia
Fotografia: DR

Além do envio da frota de aviões, o grupo dos sete países mais ricos (G7), reunido em cimeira na cidade francesa de Biarritz, concordou em disponibilizar um fundo de longo prazo para o reflorestamento da Amazónia, cujo projecto será apresentado à Assembleia-Geral da ONU no final de Setembro.
O gabinete do Presidente francês, Emmanuel Macron, explicou que este plano de reflorestamento precisa ainda do acordo do Governo brasileiro e deverá ser articulado com as organizações não-governamentais no terreno, bem como com a população local.
A Presidência francesa considera que a Amazónia é o “pulmão do planeta”, mas considera que também em África o problema da florestação é de resolução urgente, esclarecendo que está empenhada em mobilizar a comunidade internacional para estudar plano similares para o combate aos incêndios nas suas florestas tropicais.
Emmanuel Macron disse que os EUA apoiam estas iniciativas, embora admitisse que o Presidente Donald Trump não esteve presente na sessão de trabalho da cimeira do G7 dedicada às questões ambientais. Os satélites registaram mais de 41 mil incêndios na região da Amazónia, durante este ano, com mais de metade a ocorrerem no mês de Agosto.

Apelo de Guterres

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, apelou, na cimeira do G7, para uma mobilização mais forte da comunidade internacional para preservar a Amazónia, onde os incêndios florestais se multiplicam. “Há um apelo muito forte e espero que possamos mobilizar muito mais recursos para ajudar os países da Amazónia”, afirmou o antigo Primeiro-Ministro português, após a reunião com o G7 onde foi debatido o clima e os incêndios na maior floresta tropical do mundo.
O líder da ONU acrescentou ser necessário uma “forte vontade colectiva de preservar esse património universal, absolutamente essencial para o bem-estar da população mundial”. Guterres disse ainda que vai ser realizada uma reunião sobre o tema, durante a Assembleia-Geral da ONU, no final de Setembro. O chefe da ONU pediu também “um compromisso mais forte e ambicioso” dos países ricos para lutar contra a crise climática, visto que “os anos de 2015 a 2019 são, provavelmente, os mais quentes já registados”.

Merkel aponta progressos nas negociações com Teerão

 

 A chanceler alemã, Ângela Merkel, disse ontem, em Biarritz, Sudoeste da França, durante a Cimeira do G7, que as negociações com as autoridades iranianas registaram algum progresso nas últimas semanas, mas admite que as mesmas estão a desenrolar-se de forma lenta.
Merkel fez este pronunciamento momento depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter concluído que se chegou “mais ou menos a uma conclusão” sobre como lidar com o Governo iraniano. Na ocasião, o Presidente dos Estados Unidos evocou “grande unidade” dos líderes das sete potências industriais do G7 em relação ao Irão, e a chanceler alemã, Ângela Merkel, referiu-se a “um grande passo em frente”.
“Há uma grande unidade” no seio dos países do G7, reconheceu Donald Trump.”
A chanceler alemã congratulou-se, no entanto, com o que descreveu como “um grande passo em frente”, depois de os líderes do G7 terem mantido uma “discussão construtiva” no sábado à noite, seguida de uma visita surpresa do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, ao Presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da Cimeira.
“É um grande passo em frente que nós não apenas não queiramos que o Irão tenha armas nucleares, como também que queiramos chegar a uma solução por meios políticos”, disse, citada pela Associated Press.



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