Mundo

Gomes permanece Primeiro-Ministro

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou ontem Aristides Gomes novo Primeiro-Ministro do país, depois daquele ter sido indicado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Mário Vaz (à direita) justificou a recusa por Simões Pereira
Fotografia: DR

Aristides Gomes, sociólogo formado em França e membro do comité central do PAIGC, permanece no cargo que assumiu em Abril de 2018.
O Chefe de Estado explicou em carta enviada ao PAIGC e que ontem foi tornada pública pela Lusa que recusou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de Primeiro-Ministro por este não assegurar um relacionamento “são” e “ético”.
“O nome proposto não está em condições de assegurar um relacionamento institucional são e ético e sem rupturas institucionais irremediáveis com o Presidente da República, órgão perante o qual o Governo é também politicamente responsável”, refere na carta o Presidente guineense.
A carta foi enviada ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) na sequência de um pedido deste partido, vencedor das legislativas de 10 de Março, para o Chefe do Estado guineense especificar as razões pelas quais recusou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de Primeiro-Ministro. />“Não aceitei o nome porque ainda persistem divergências que estiveram na origem da crise político-institucional que o país viveu recentemente e acrescido de apelos à sublevação militar, à falta ao dever de respeito institucional, consubstanciados em insultos, impropérios e inverdades dirigidas à pessoa com quem o referido candidato pretende trabalhar no mais alto quadro institucional da República”, pode ler-se na carta a que a Lusa teve acesso.
José Mário Vaz já tinha demitido Domingos Simões Pereira do cargo de Primeiro-Ministro em 2015, alegando corrupção e nepotismo, dando início a uma crise política no país.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu um prazo até hoje para ser nomeado o Primeiro-Ministro e o Governo na Guiné-Bissau, de acordo com os resultados das legislativas de 10 de Março, e admitiu a possibilidade de impor sanções a quem criar bloqueios ao processo de normalização do país.

 

Tempo

Multimédia