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Governo dá garantias de que Chang é julgado

O ministro da Justiça moçambicano, Joaquim Veríssimo, disse que há todo o interesse do povo em julgar o ex-ministro das Finanças Manuel Chang em Moçambique no âmbito do caso das dívidas ocultas.

Ministro da Justiça moçambicano, Joaquim Veríssimo
Fotografia: DR

O povo moçambicano “é o mais lesado e, por conseguinte, tem todo o interesse em julgar aquele que criou realmente prejuízo ao seu erário público”, referiu ontem o governante, em declarações à Rádio Moçambique.
A extradição para Moçambique em vez dos EUA “visa fundamentalmente proteger os interesses mais nobres do povo moçambicano”, acrescentou o ministro.
O ministro da Justiça sul-africano anunciou que, frente aos pedidos de extradição de Washington e Moçambique, optou pelo país de origem de Manuel Chang.
Joaquim Veríssimo congratulou-se com a decisão e disse que o Governo moçambicano conta com a colaboração de Chang para o esclarecimento do caso.
“Esperemos que ele continue a colaborar no sentido de poder ser equacionada a Justiça frente aos factos que forem organizados em sede do devido processo legal”, disse Veríssimo.
Chang, três ex-banqueiros do Crédit Suisse e um mediador da Privinvest foram detidos em Dezembro a pedido da Justiça norte-americana.
A investigação alega que a operação de financiamento de 2,2 mil milhões de dólares para criar as empresas públicas moçambicanas Ematum, Proindicus e MAM durante o mandato do Presidente Armando Guebuza é um vasto caso de corrupção e branqueamento de capitais.

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