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Governo é acusado de espiar jornalista

A Amnistia Internacional (AI) respondeu, ontem, ao Governo de Marrocos com uma carta na qual afirma ter provas de espionagem praticada pelo Governo contra o jornalista marroquino Omar Radi, através de uma tecnologia desenvolvida pela empresa israelita NSO.

Jornalistas angolanos nas imagens
Fotografia: DR

A carta, revelada à agên-cia noticiosa Efe, por fontes desta Organização Não-Governamental de defesa dos Direitos Humanos, foi entregue ao Ministério dos Direitos Humanos, dirigido por Mustafa Ramid.

O Governo de Rabat exigiu, na quinta-feira, esta resposta e com provas que demonstrassem o seu envolvimento na suposta espionagem ao jornalista.
Na missiva, a Amnistia refere possuir provas de que o telemóvel de Radi, à semelhança do que sucedeu com o aparelho do activista de esquerda Maati Monjib, foi submetido a um exame forense por peritos da AI na no qual ficou demonstrado que tinha instalado o programa de espionagem “Pegasus”, desenvolvido pela NSO. A fonte não precisou onde decorreu o “exame forense”, mas deu a entender que foi em Marrocos.

A Amnistia assegura que os serviços da israelita NSO apenas são vendidos a Governos ou organismos oficiais (polícias, exércitos, agências de espionagem), e nunca a civis ou a associações não-governamentais.

Na carta, a AI refuta a afirmação do Governo, segundo a qual o relatório sobre a espionagem a Radi, que surgiu em Junho na “media” internacional foi publicado antes de o Executivo ser informado e questionado.

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