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Governo egípcio rejeita as acusações da ONU

O ministro egípcio dos Assuntos Parlamentares rejeitou ontem um relatório da ONU que considerou que a morte do antigo Presidente islamita, Mohamed Morsi, em Junho, após desmaiar no tribunal, pode assemelhar-se a um “assassinato arbitrário”.

Fotografia: DR

“O antigo Presidente morreu na sala de audiência diante de todos”, assinalou Omar Marwan, sublinhando em declarações à agência France Press que “o procurador-geral está a investigar as condições da morte.”
“Estão a ouvir testemunhas e esperam os resultados técnicos”, precisou, assegurando que os resultados serão publicados.Oriundo da organização Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi, primeiro civil eleito democraticamente para a Presidência do Egipto, morreu num tribunal do Cairo, durante o julgamento. Estava detido desde Julho de 2013, quando foi derrubado num golpe conduzido por Abdel Fattah al-Sisi, então chefe das Forças Armadas e ministro da Defesa e hoje Presidente do Egipto.
Peritos independentes da ONU consideraram ontem que as condições da detenção foram “brutais”, perto de seis anos em regime de isolamento e privado de cuidados médicos apesar de sofrer de “diabetes e hipertensão.”
Sublinharam que “as autoridades foram avisadas de maneira repetida” da deterioração do estado de saúde, uma degradação que acabou por “o matar.”
A morte “pode assemelhar-se a um assassínio arbitrário aprovado pelo Estado”, considerou a equipa de peritos, dirigida pela relatora especial Agnes Callamard e o grupo de trabalho das Nações Unidas sobre as Detenções Arbitrárias.

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