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Governo britânico corta apoio financeiro

O Governo britânico suspendeu novos financiamentos à agência humanitária Oxfam, depois de alguns dos seus funcionários terem sido acusados de explorar sexualmente pessoas em zonas de crise.

Funcionários da OXFAM podem ser violadores
Fotografia: Jaimagens/fotógrafo


Esses acusações, consideradas graves e vergonhosas pela comunidade internacional,  levaram o bispo sul-africano Desmond Tutu a abandonar a Oxfam na quinta-feira.  
A secretária do Desenvolvimento Internacional, Penny Mordaunt, indicou na sexta-feira que a Oxfam concordou em não pedir mais dinheiro dos contribuintes do Reino Unido até cumprir os “elevados padrões” éticos exigidos pelo Governo, tendo classificado as acusações como “uma mancha que envergonha a organização”.
“A Oxfam tem um longo caminho a percorrer até reconquistar a confiança da opinião pública britânica, do seu pessoal e das pessoas que pretende ajudar. As acções e a atitude da organização nas próximas semanas serão determinantes”, sustentou a governante.
A Oxfam recebeu 31,7 milhões de libras do Executivo britânico em 2016-17, dos cerca de 400 milhões de libras do seu orçamento total.
Vários funcionários da organização são acusados de violações durante missões humanitárias no Sudão do Sul, de abusos sexuais na Libéria e de terem contratado prostitutas para orgias pagas com dinheiro da ONG no Chade e no Haiti, remontando alguns destes casos a 2010 e 2011.
A direcção da poderosa organização com sede no Reino Unido tem sido fortemente criticada por ter deliberadamente ocultado o escândalo sexual e deixado que funcionários envolvidos fossem trabalhar para outras ONG sem as avisarem.
Mordaunt precisou que o Governo britânicoi pediu à Oxfam e a outras entidades que recebem fundos públicos para fornecerem garantias sobre as suas “práticas de protecção e denúncia” até 26 de Fevereiro, para que se possa a situação. 

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