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Governo do Mali condena exploração

O Governo do Mali condenou energicamente a venda em leilão de emigrantes subsaarianos na Líbia e pediu as autoridades do país norte-africano para encontrar e julgar os autores.

Autoridades em dificuldade para proteger os imigrantes
Fotografia: Sputnik

Em comunicado tornado público no sábado, o Governo maliano manifestou a sua profunda preocupação e indignação com as informações relacionadas ao leilão dos emigrantes subsaarianos na Líbia. “O Governo maliano condena energicamente estas práticas desumanas que lembram uma página obscura e dolorosa da história de África”, reza o comunicado.
Além disso, o Mali pediu que a situação dos emigrantes subsaarianos na Líbia e em outros países seja objecto de discussões na União Africana, e manifestou o seu compromisso de lutar contra todo o tipo de tráfico de seres humanos.
O escândalo veio à tona depois de um vídeo divulgado pelo canal de televisão  CNN  que mostra como emigrantes subsaarianos são leiloados como escravos na Líbia, o que causou grande comoção em África e provocou a reacção de vários dirigentes do continente.
As autoridades líbias pediram apoio para lutar contra os grupos de marginais como milícias e extremistas que se ligaram ao crime organizado. Os extremistas aproveitam a oportunidade para conseguir recursos para manter as suas investidas.
A situação de instabilidade militar na Líbia permite, até agora, espaço para que pessoas provenientes de outros pontos de África que ao país em trânsito para a Europa.
Segundo fontes ligadas ao governo de Tripoli, as operações de combate aos grupos extremistas não é suficiente para cortar os corredores de entreda e saída de imigrantes, o que agrava as coisas.
Os Estados Unidos e A União Europeia têm estado a prestar apoio militar e logístico, no âmbito de acções de ataques aéreos e fornecimento de  meios para minimilizar a fome.

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