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Governo nega as acusações de violência contra civis

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou ontem o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos de mentir e de ofender o seu país acusando-o de graves delitos sem ter dados e sem rigor metodológico.

Autoridades acusam grupos anti-governo pelas mortes
Fotografia: Rodrigo Buendia | AFP


“Exigimos ao Alto-Comissário para os Direitos Humanos que cesse a agressão contra a Venezuela através de relatórios que estão infestados de mentiras, dados não comprovados, argumentos distorcidos e ofensas ao nosso país”, afirmou o ministro num discurso perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Jorge Arreaza denunciou o comportamento selectivo, parcial e politizado do Escritório e pediu que seja feito um trabalho objectivo e imparcial.
“Viemos a este Conselho em defesa da verdade da Venezuela”, afirmou, ao denunciar que os recentes relatórios contra o seu país carecem de rigor metodológico, são infundados, induzidos e direccionados para perturbar a soberania, a paz e a estabilidade do nosso povo.” O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra"ad al Hussein, disse ontem num pronunciamento prévio perante o Conselho que pode ter havido crimes contra a humanidade durante os protestos contra o governo na Venezuela, e pediu ao Conselho de Direitos Humanos a abertura de uma investigação internacional.
Zeid fez referência a um extenso relatório elaborado por seu Escritório sobre a repressão dos protestos na Venezuela que concluiu que as forças de segurança cometeram actos de tortura contra manifestantes e detidos e fizeram milhares de detenções arbitrárias.
No entanto, Jorge Arreaza acusou a oposição de ser responsável pela violência durante os protestos. “O resultado das acções da oposição foi a lamentável perda de 121 vidas. A maioria destas mortes é directamente atribuível à acção violenta dos grupos antigovernamentais”.

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